Viagens individuais
Viagens em grupo
Desde • 2014

Viagem em grupo à Rússia.

Viagem à Rússia com 42 atrações principais e 19 opções adicionais. Hospedagem em hotéis cinco estrelas no centro histórico.

Resumo.

Rússia: Moscou e São Petersburgo. 10–23 de setembro de 2026.

Moscou é o principal centro político, histórico e contemporâneo do país, enquanto São Petersburgo é a segunda capital, com tradição cultural própria, arquitetura de influência europeia e ritmo urbano particular; juntas, oferecem uma visão multifacetada da Rússia.

Resumo da viagem.

Informações essenciais sobre datas, estrutura do roteiro, serviços incluídos, logística de transporte, hospedagem, alimentação e condições gerais do tour.

Saída e retorno.

10 de setembro: saída de São Paulo. 11 a 22 de setembro: tour em Moscou e São Petersburgo com programação completa. 23 de setembro: retorno ao Brasil.

Resumo do itinerário.

Moscou e São Petersburgo, duas capitais com 42 atrações no roteiro e mais 19 opções adicionais, reunindo pontos essenciais e experiências variadas em uma única viagem.

Grupo mínimo.

Este tour foi planejado para grupos a partir de 15 pessoas, com serviços e logística estruturados para esse número. Em caso de redução, o valor será recalculado.

Hospedagem.

Hotéis ☆☆☆☆☆ na área histórica central das capitais, próximos aos principais pontos turísticos, oferecendo conforto, boa estrutura e serviço de qualidade.

Refeições incluídas.

O café da manhã e o almoço estão incluídos no tour, oferecendo refeições completas durante o dia e garantindo praticidade e conforto aos participantes.

Acompanhamento e tradução.

Com tradução do russo para o português e audioguias em locais específicos, garantindo compreensão clara e apoio cultural durante as visitas.

Voos internacionais.

Voos internacionais operados pela Emirates com opções de classe econômica, premium e executiva, garantindo conforto e serviço de alto nível e experiência.

Trem a 250 km/h.

Viagem no trem Moscou → São Petersburgo de alta velocidade Sapsan na classe business, com conforto superior, trajeto rápido e serviço de padrão premium.

Transfers.

Traslados em micro-ônibus Mercedes-Benz Sprinter, com veículos confortáveis, segurança e deslocamentos rápidos entre aeroporto, hotel e pontos turísticos.

Principais experiências.

Em Moscou você visita os principais espaços históricos, os grandes complexos de museus e faz a viagem a Sergiev Posad; em São Petersburgo conhece as áreas centrais, os conjuntos imperiais e as residências nos arredores. O ritmo é equilibrado, com dias mais intensos alternando com percursos mais leves.

Principais experiências em Moscou.

11 – 15 de setembro 2026.

Estes dias reúnem diferentes tipos de atividades: caminhadas pelas áreas centrais de Moscou, visitas a complexos de museus e catedrais e uma viagem fora da cidade para Sergiev Posad. Esse formato torna a programação intensa, porém equilibrada no ritmo.

Voos internacionais.

1º dia. 10 de setembro.

Voo São Paulo 01:05 → Dubai 23:00.

Voos internacionais.

2º dia. 11 de setembro.

Voo Dubai 02:20 → Moscou 06:40.
Tempo livre. Centro Histórico.

Centro Histórico.

3º dia. 12 de setembro.

Praça Vermelha, Kremlin de Moscou, Catedral de São Basílio, Catedral do Ícone de Kazan da Mãe de Deus, Mausoléu de Lênin, Loja de Departamentos GUM, Parque Zaryadye.

Centro Histórico. Tesouros do Kremlin.

4º dia. 13 de setembro.

Conjunto arquitetônico da Praça das Catedrais do Kremlin de Moscou, Catedral da Assunção da Virgem Maria, Catedral do Arcanjo Miguel, Catedral da Anunciação da Virgem Maria, Igreja da Deposição do Manto da Virgem Maria, Torre do Sino de Ivan, o Grande, Câmaras Patriarcais com a Igreja dos Doze Apóstolos, Tsar Pushka — o Czar Canhão, Tsar Kolokol — o Czar Sino, Arsenal do Kremlin de Moscou — Oruzheynaya Palata, Fundo de Diamantes da Rússia.

Além do Centro.

5º dia. 14 de setembro.

Moscou → Sergiev Posad.
Mosteiro da Trindade-São Sérgio.

Além do Centro.

6º dia. 15 de setembro.

Centro de Exposições de Toda a Rússia — VDNKh. Museu Memorial da Cosmonáutica no VDNKh. Pavilhão “Cosmos”, Centro de Cosmonáutica e Aviação no VDNKh.

Principais experiências em São Petersburgo.

16 – 22 de setembro 2026.

A etapa combina a viagem entre as duas capitais no trem de alta velocidade em classe business, caminhadas por São Petersburgo e visitas aos principais museus e monumentos da cidade. A programação inclui percursos pelo centro histórico, catedrais e museus, dias mais intensos com visitas ao Palácio de Catarina e a Peterhof e, ao final, um momento de descanso com passeios no parque da Ilha Yelagin, visita ao templo budista Datsan Gunzechoinei e ao mirante do edifício mais alto da Europa, o Lakhta Center.

Centro Imperial.

7º dia. 16 de setembro.

Trem Moscou → São Petersburgo. Visitas: Praça do Palácio, Jardim Alexandre, Grande Almirantado, monumento a Pedro I “Cavaleiro de Bronze”.

Centro Imperial.

8º dia. 17 de setembro.

Catedral de Santo Isaac, Museu Estatal Hermitage.

Coração da Cidade.

9º dia. 18 de setembro.

Catedral de Kazan, Igreja do Salvador do Sangue Derramado, Museu Fabergé.

Coração da Cidade.

10º dia. 19 de setembro.

Jardim de Verão, Jardim Mikhailovsky, Castelo Mikhailovsky, Campo de Marte, Fortaleza de Pedro e Paulo.

Arredores Históricos.

11º dia. 20 de setembro.

São Petersburgo → Peterhof. Grande Palácio de Peterhof.

Arredores Históricos.

12º dia. 21 de setembro.

São Petersburgo → Pushkin. Palácio de Catarina.

Voos internacionais.

13º dia. 22 de setembro.

Ilha Yelagin, Palácio Yelagin, Datsan Gunzechoinei — Templo Budista, Lakhta Center. Voo São Petersburgo 23:05 → Dubai 06:15.

Voos internacionais.

14º dia. 23 de setembro.

Voo Dubai 09:05 → São Paulo 17:15.

A viagem no trem “Sapsan”.

A viagem no Sapsan em classe business não é apenas um deslocamento entre as duas capitais, mas um exemplo impecável do padrão russo de velocidade e conforto ferroviário.

Trem de alta velocidade 250 km/h.

A distância entre Moscou e São Petersburgo é de cerca de 650–700 km. O “Sapsan” percorre o trajeto em 3h45–4h, sendo o meio terrestre mais rápido entre as capitais, muito à frente do trem convencional e do carro.

Classe Business do Sapsan.

O vagão reservado garante privacidade e silêncio, com poltronas ergonômicas, bom espaço para as pernas, bebidas quentes e refeição completa — ideal para trabalhar ou descansar.

Hospedagem em Moscou.
Hotel Nacional.

O Hotel Nacional combina rica história, arquitetura palaciana e alta arte no coração de Moscou. Localizado junto à Praça Vermelha, este hotel cinco estrelas é um símbolo da capital russa, famoso por seu estilo único e atmosfera impecável.

Hotel Nacional.

O Hotel Nacional ☆☆☆☆☆ combina rica história, arquitetura palaciana e alta arte no coração de Moscou. Localizado junto à Praça Vermelha, este hotel cinco estrelas é um símbolo da capital russa, famoso por seu estilo único e atmosfera impecável.

Hospedagem para ocupação dupla.

Quarto da categoria "Quarto Clássico com duas camas de solteiro" para ocupação dupla.

Hospedagem em quarto individual.

Quarto da categoria "Quarto Clássico individual com cama de solteiro" para ocupação individual.

Refeições incluídas.

Café da manhã em estilo “buffet”, servido no elegante e amplo salão “Moskovsky”, que conta com grandes janelas panorâmicas, luz natural abundante e uma vista magnífica para a Praça Vermelha e o Kremlin de Moscou.

Hospedagem em São Petersburgo. The Grand Hotel Moika 22.

O Grand Hotel Moika 22 ocupa uma mansão aristocrática de 1853 situada bem em frente à Praça do Palácio e ao Museu Hermitage.

The Grand Hotel Moika 22.

O Grand Hotel Moika 22 ☆☆☆☆☆ ocupa uma mansão aristocrática de 1853 situada bem em frente à Praça do Palácio e ao Museu Hermitage.

Hospedagem em opções de quarto duplo ou individual.

Quarto da categoria Superior Room com vista para os telhados da cidade, para o pátio interno do hotel ou para o átrio, disponível com duas camas de solteiro para ocupação dupla ou com cama King Size para ocupação individual.

Refeições incluídas.

O café da manhã incluído com pães frescos e aromáticos, pratos tradicionais russos, carnes, peixes, queijos, café, chá, sucos naturais e iogurtes é servido em formato de buffet no restaurante Beau Rivage.

Atrações.

Excursões em Moscou.

Ordem cronológica.

As visitas abaixo estão organizadas na ordem em que serão realizadas ao longo dos dias da programação, facilitando a visualização do roteiro e a compreensão da lógica da viagem.

Moscou. A capital da Rússia, a maior cidade do país e uma das metrópoles mais reconhecidas do mundo, onde o passado convive lado a lado com a modernidade.

O Kremlin que você verá não é o original: a fortaleza de madeira de Dolgoruky foi destruída, reconstruída em pedra branca no século XIV e, finalmente, refeita em tijolo vermelho no final do século XV — por arquitetos italianos contratados pelo czar Ivan III, que queriam dar a Moscou a mesma solidez das fortalezas renascentistas europeias. É esse Kremlin de tijolo, com suas 20 torres, que sobrevive até hoje e continua sendo sede do poder russo. Ao seu redor, a Praça Vermelha reúne construções de períodos completamente diferentes lado a lado: o Museu Histórico do século XIX, a galeria comercial GUM — que já foi uma cooperativa estatal soviética antes de virar shopping de luxo — e a Catedral de São Basílio, erguida no século XVI para comemorar uma conquista militar e hoje um dos edifícios mais fotografados do planeta.

Nem tudo em Moscou é antigo. Ao lado das catedrais e fortalezas medievais, a cidade guarda um capítulo mais recente e ainda visível em quase toda esquina: o legado soviético. Estátuas de operários e cosmonautas, edifícios monumentais construídos para impressionar o mundo durante a Guerra Fria e símbolos do regime que governou o país por sete décadas convivem, sem esconder-se, com igrejas que sobreviveram a décadas de perseguição religiosa. É raro encontrar uma cidade onde tantas ideologias diferentes deixaram monumentos tão visíveis e próximos uns dos outros.

A parte mais inesperada de Moscou, porém, fica embaixo da terra. Entre 1935 e os anos seguintes, Stalin ordenou que o metrô da cidade fosse construído não apenas como transporte, mas como propaganda: cada estação deveria provar ao mundo (e ao próprio povo soviético) que o socialismo conseguia produzir beleza. O resultado são estações com mármore importado, mosaicos bizantinos, vitrais e candelabros de bronze — verdadeiros salões subterrâneos que hoje recebem mais de sete milhões de passageiros por dia, a maioria deles sem sequer notar que está andando por uma obra de arte.

Hoje Moscou é a maior cidade da Europa, com quase 12 milhões de habitantes só dentro dos limites oficiais — e mais, se contarmos a região metropolitana. É também uma cidade que não desacelera: teatros lotados em noite de semana, restaurantes que abrem até tarde, e uma vida cultural que segue funcionando em ritmo intenso independentemente da estação do ano. O peso da história aqui não é decoração — é o chão sobre o qual a cidade contemporânea continua sendo construída.

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Praça Vermelha. A Praça Vermelha é o coração histórico de Moscou e de toda a Rússia, patrimônio mundial da UNESCO, visitado todos os anos por milhões de pessoas.

O resultado foi inesperado: por fora, o Kremlin tem a aparência de uma típica fortaleza renascentista italiana, com as características ameias em forma de cauda de andorinha, idênticas às encontradas em castelos do norte da Itália. Mas por dentro, o espaço é completamente russo: cúpulas douradas de catedrais, palácios com torres pontiagudas, passagens estreitas entre construções de séculos diferentes. Uma fortaleza construída por estrangeiros que os russos tornaram inteiramente sua.

As muralhas se estendem por quase dois quilômetros e meio em formato de triângulo irregular, complementadas por vinte torres de alturas e formatos diferentes — desde as baixas torres de canto até a alta Torre Spasskaya, com seu relógio principal do país, cujo toque é transmitido todo ano na televisão russa para marcar a virada do ano novo. Nenhuma das torres foi construída igual às demais: cada uma tinha uma função específica — vigilância, passagem ou puramente decorativa.

Ao longo de quase seis séculos, o Kremlin sobreviveu a incêndios, cercos militares, à Revolução de 1917 — após a qual o novo governo soviético se instalou ali — e a décadas em que simplesmente não era permitida a entrada de estranhos, quando a sede do governo soviético funcionava como território fechado. Hoje, parte do Kremlin continua sendo a residência oficial em uso do presidente do país, enquanto outra parte está aberta à visitação: catedrais, museus e tesouros que concentram, dentro de suas muralhas, quase toda a longa história do Estado russo.

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Kremlin de Moscou. Da fortaleza de pedra branca dos príncipes ao símbolo de tijolos vermelhos do império e da Rússia moderna.

O resultado foi inesperado: por fora, o Kremlin tem a aparência de uma típica fortaleza renascentista italiana, com as características ameias em forma de cauda de andorinha, idênticas às encontradas em castelos do norte da Itália. Mas por dentro, o espaço é completamente russo: cúpulas douradas de catedrais, palácios com torres pontiagudas, passagens estreitas entre construções de séculos diferentes. Uma fortaleza construída por estrangeiros que os russos tornaram inteiramente sua.

As muralhas se estendem por quase dois quilômetros e meio em formato de triângulo irregular, complementadas por vinte torres de alturas e formatos diferentes — desde as baixas torres de canto até a alta Torre Spasskaya, com seu relógio principal do país, cujo toque é transmitido todo ano na televisão russa para marcar a virada do ano novo. Nenhuma das torres foi construída igual às demais: cada uma tinha uma função específica — vigilância, passagem ou puramente decorativa.

Ao longo de quase seis séculos, o Kremlin sobreviveu a incêndios, cercos militares, à Revolução de 1917 — após a qual o novo governo soviético se instalou ali — e a décadas em que simplesmente não era permitida a entrada de estranhos, quando a sede do governo soviético funcionava como território fechado. Hoje, parte do Kremlin continua sendo a residência oficial em uso do presidente do país, enquanto outra parte está aberta à visitação: catedrais, museus e tesouros que concentram, dentro de suas muralhas, quase toda a longa história do Estado russo.

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Catedral de São Basílio. Um templo colorido e inconfundível na Praça Vermelha, construído por ordem do czar Ivan, o Terrível, no século XVI, tornou-se símbolo da Rússia e um dos edifícios mais reconhecidos do mundo.

A lenda do arquiteto cegado é uma das histórias mais conhecidas da Rússia, mas provavelmente não passa de um mito: o mesmo arquiteto, Postnik Yakovlev, continuou construindo outras obras depois da Catedral da Intercessão, fato documentado historicamente. Historiadores consideram essa história uma lenda posterior, criada para reforçar a singularidade do edifício, e não um fato real.

A catedral não é um espaço único, mas nove igrejas separadas e interligadas, cada uma dedicada a um santo ou evento relacionado à conquista de Kazan. Todas compartilham uma base comum e são coroadas por cúpulas individuais — nenhuma das nove repete o desenho da outra, seja na forma, no ornamento ou na cor.

O interior é bem diferente do que a fachada colorida sugere: corredores estreitos e abobadados, luz baixa, paredes cobertas de afrescos — um espaço íntimo e quase labiríntico, em contraste marcante com a aparência vibrante e aberta do edifício visto da praça.

Hoje a catedral não funciona mais como uma igreja paroquial comum — opera como museu, parte do Museu Histórico Estatal da Rússia, embora cerimônias religiosas ainda aconteçam ali em datas específicas.

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Loja de Departamentos GUM. Um edifício elegante na Praça Vermelha, onde sob o teto de vidro se encontram comércio, beleza arquitetônica e a atmosfera vibrante do centro de Moscou.

Durante as décadas soviéticas, a GUM vivia uma dupla realidade. Oficialmente, era a vitrine da fartura e da qualidade do comércio soviético, mostrada a visitantes estrangeiros como prova do sucesso da economia planejada — sistema em que era o Estado, e não o mercado, quem decidia o que e quanto seria produzido e vendido. Na prática, porém, era uma das poucas lojas onde de fato se encontravam produtos escassos, itens que faltavam nas lojas comuns por causa de falhas recorrentes no abastecimento, um problema estrutural da economia soviética. Isso gerava filas de horas, e alguns produtos só eram conseguidos por meio de contatos pessoais ou pagando a mais por fora, ou seja, informalmente, sem passar pelo caixa oficial.

Hoje a GUM não é mais uma loja de departamentos estatal, mas um shopping privado com butiques de grifes internacionais de luxo. A arquitetura do salão, porém, permanece quase intacta: três andares de galerias, passarelas de metal ornamentado ligando os pisos, uma fonte no centro do térreo — tudo sob a cúpula de vidro que ilumina todo o espaço interno com luz natural, mesmo nos dias nublados que predominam em Moscou boa parte do ano.

No inverno, em frente à fachada da GUM voltada para a Praça Vermelha, é montada tradicionalmente uma pista de patinação ao ar livre. É uma das imagens mais reconhecíveis do inverno moscovita: pessoas patinando bem diante da antiga muralha do Kremlin e das cúpulas coloridas da Catedral de São Basílio, que fica na mesma praça.

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Catedral do Ícone de Kazan da Mãe de Deus. A catedral na Praça Vermelha é dedicada ao Ícone de Kazan da Mãe de Deus — uma relíquia que os russos consideravam protetora em tempos difíceis e que se tornou símbolo da libertação do país no século XVII.

A catedral permaneceu na praça por três séculos, sobrevivendo a incêndios, à invasão napoleônica de 1812 e às primeiras décadas do poder soviético. Mas em 1936 foi demolida por decisão das autoridades — como diversas outras igrejas de Moscou naquele período, quando o Estado promovia uma política de ateísmo militante, ou seja, destruía deliberadamente construções religiosas como símbolos do antigo regime czarista. No local do templo funcionou, por décadas, um banheiro público, e depois um pavilhão dedicado a Vladimir Lênin, o fundador do Estado soviético.

A reconstrução só aconteceu nos anos 1990, já depois do fim da União Soviética em 1991, quando a política de Estado em relação à religião mudou por completo e as igrejas deixaram de ser vistas como inimigas do regime. Os restauradores usaram medições arquitetônicas detalhadas feitas antes da demolição, além de fotografias antigas, para recriar o edifício com a maior fidelidade possível. Hoje ele é quase indistinguível, por fora, do original do século XVII, embora tenha sido construído inteiramente de novo, com materiais modernos.

Hoje a Catedral de Kazan é um templo ortodoxo em funcionamento, uma das poucas igrejas da Praça Vermelha onde acontecem cerimônias religiosas regulares, e não apenas visitas turísticas guiadas. Sua escala modesta, discreta em comparação com a vizinha Catedral de São Basílio e suas cúpulas coloridas, faz com que passe despercebida com facilidade por quem caminha pela praça. Mas é justamente essa construção que melhor lembra como a história de uma cidade pode ser literalmente apagada e reconstruída no espaço de um único século.

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Parque Zaryadye. Um parque moderno ao lado do Kremlin que combina natureza, arquitetura futurista e vistas panorâmicas únicas do centro de Moscou.

O hotel fechou em 2006 e foi demolido pouco depois — o prédio já estava deteriorado e não combinava mais com a Moscou daquele momento. Por alguns anos, o terreno logo ao lado da muralha do Kremlin ficou vazio, até que, em 2017, foi inaugurado ali um parque de um tipo novo, projetado após um concurso internacional de arquitetura vencido por uma equipe de Nova York — a mesma que havia trabalhado no famoso High Line, o parque construído sobre uma antiga linha ferroviária elevada em Manhattan.

A ideia do parque era recriar, em miniatura, diferentes paisagens naturais da Rússia: há uma área que imita a tundra ártica, um bosque de bétulas, uma estepe e um campo alagado — cada uma com seu próprio microclima, mantido por um sistema climático escondido sob o paisagismo, que controla temperatura e umidade de forma independente em cada trecho.

O elemento mais reconhecível do parque é a ponte em balanço — uma plataforma de pedestres curva que se projeta sobre o rio sem apoios em uma das extremidades, oferecendo uma vista simultânea do Kremlin e da margem oposta do rio Moscou. Além dela, o parque abriga uma sala de concertos subterrânea, uma caverna de gelo mantida em baixa temperatura o ano todo e um anfiteatro com teto de vidro, através do qual se avista a muralha do Kremlin.

Hoje o Zaryadye é um exemplo raro, no centro histórico de Moscou, de arquitetura contemporânea assumidamente moderna a poucos passos das muralhas seculares do Kremlin: ele não tenta imitar o estilo antigo ao redor, mas contrasta abertamente com a construção histórica que o cerca.

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Mausoléu de Lênin. Um edifício austero na Praça Vermelha, onde repousa o corpo de Vladimir Lênin — fundador do Estado Soviético e líder da Revolução de Outubro de 1917.

O embalsamamento se mostrou um desafio sem precedentes — os métodos convencionais de conservação simplesmente não serviam para um período tão longo. Dois cientistas, Vladímir Vorobiov e Boris Zbarski, tiveram que praticamente inventar uma técnica do zero: uma solução química específica, procedimentos regulares de tratamento e controle rigoroso de temperatura e umidade dentro do próprio mausoléu. O corpo de Lênin ainda é tratado com essa solução até hoje, aproximadamente a cada ano e meio, e entre um tratamento e outro é monitorado constantemente por uma equipe de especialistas. Na prática, trata-se de um laboratório inteiro dedicado exclusivamente a essa tarefa há mais de cem anos.

O edifício em si, em formato de pirâmide escalonada feita de granito vermelho-escuro e labradorito preto, foi construído em 1930 pelo arquiteto Alekséi Schúsev — antes dele, o mesmo local abrigou estruturas temporárias de madeira, substituídas algumas vezes nos primeiros anos após a morte de Lênin. Por dentro, há uma sala pequena e escurecida, à qual se desce por uma escada: o caixão fica dentro de uma cápsula de vidro com clima controlado, independente da temperatura externa.

A técnica desenvolvida pelos cientistas soviéticos para Lênin foi depois aplicada em outros países: de forma semelhante foram embalsamados os corpos de Mao Tsé-tung, na China, e Ho Chi Minh, no Vietnã, entre outros líderes comunistas do século XX — projetos que, de uma forma ou de outra, se basearam na experiência acumulada no mausoléu da Praça Vermelha.

A questão de enterrar o corpo de Lênin ainda é debatida na Rússia atual. Parte da sociedade considera a exposição do corpo embalsamado uma prática soviética ultrapassada, que deveria ser encerrada; outra parte vê no mausoléu parte do patrimônio histórico do país, algo que não deveria ser alterado. Enquanto a decisão não é tomada, o mausoléu segue em funcionamento — o corpo continua disponível para visitação, e a entrada permanece com segurança.

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Jardim Alexandre, um dos primeiros parques públicos de Moscou, ao lado do Kremlin.

O jardim foi criado entre 1821 e 1823 pelo arquiteto Ossip Bove, de origem italiana, que se tornou um dos principais arquitetos de Moscou naquele período e foi responsável pela reconstrução do centro da cidade após o incêndio. Seu nome homenageia o imperador Alexandre I, que governava a Rússia durante a guerra contra Napoleão — embora o nome "Alexandre" tenha se consolidado apenas depois da inauguração do parque, e não fizesse parte do projeto original.

O jardim é dividido em três trechos separados ao longo da muralha do Kremlin: Superior, Médio e Inferior, cada um com um caráter próprio e detalhes históricos distintos — de escadarias cerimoniais a ruínas de antigas fortificações, deixadas propositalmente como elemento decorativo, lembrando a função defensiva original do local.

No trecho médio do jardim fica o Túmulo do Soldado Desconhecido, um memorial instalado em 1967 em homenagem aos soldados soviéticos mortos na guerra de 1941 a 1945 contra a Alemanha nazista (na Rússia, esse conflito é chamado de Grande Guerra Patriótica, e no restante do mundo é conhecido como parte da Segunda Guerra Mundial), cujos corpos não puderam ser identificados no momento do sepultamento. Ali arde uma chama eterna — um fogo mantido aceso ininterruptamente como símbolo de memória permanente —, e desde 1997 ocorre, a cada hora, a troca da guarda de honra: soldados em uniforme de gala se revezam junto ao túmulo seguindo um ritual rigorosamente coreografado, que costuma atrair turistas.

Apesar de estar no centro da cidade, bem junto às muralhas do Kremlin, o jardim mantém uma atmosfera tranquila e sombreada: tílias e bordos antigos, plantados ainda na criação do parque há dois séculos, criam uma sensação de pausa em meio à densa área urbana ao redor.

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Conjunto arquitetônico da Praça das Catedrais do Kremlin de Moscou. A principal praça do Kremlin, onde se concentram antigas catedrais e palácios que formam um conjunto único da arquitetura russa.

A praça é cercada por três grandes catedrais e algumas construções menores, cada uma com uma função específica. A Catedral da Assunção era usada para a coroação dos governantes russos, desde os antigos grão-príncipes até os últimos imperadores. A Catedral do Arcanjo se tornou o local de sepultamento dos governantes de Moscou até o início do século XVIII. Já a Catedral da Anunciação funcionava como capela particular da família dos czares — um espaço reservado para cerimônias privadas, não pensado para receber grande número de fiéis.

Além das catedrais, a praça abriga o Campanário de Ivan, o Grande — a construção mais alta da Moscou antiga, que durante séculos funcionou como uma espécie de torre de vigia: de seus andares superiores era possível avistar a paisagem a muitos quilômetros de distância, algo essencial para detectar com antecedência a aproximação de inimigos.

Apesar de terem sido construídos em momentos diferentes e por mestres diferentes, os edifícios da praça formam um conjunto visualmente coerente — em boa parte porque todos seguem técnicas e materiais semelhantes, típicos da arquitetura de Moscou entre os séculos XV e XVI, o período em que se consolidou o estilo hoje reconhecido como característico das igrejas russas.

Hoje a Praça das Catedrais continua em uso: parte das catedrais funciona como museu, aberta à visitação, e parte é usada em ocasiões especiais para cerimônias religiosas e eventos de Estado — ou seja, a praça não se tornou um monumento histórico congelado no tempo, mas segue cumprindo parte de suas funções originais.

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Catedral da Assunção da Virgem Maria. A principal igreja do Kremlin de Moscou, onde durante séculos ocorreram coroações de czares, cerimônias solenes da Igreja Ortodoxa e serviços de ação de graças do Estado.

A catedral era o local de coroação dos governantes russos — primeiro dos grão-príncipes, depois dos czares e, após Pedro, o Grande, adotar o título de imperador no início do século XVIII, também dos imperadores russos, até o último deles, Nicolau II, coroado em 1896. Por mais de quatrocentos anos, praticamente todo governante do país passou pela cerimônia de coroação exatamente entre essas paredes.

Além das coroações, a catedral servia como local de sepultamento dos patriarcas — o cargo mais alto da hierarquia da Igreja Ortodoxa Russa, equivalente em importância ao papa na Igreja Católica. Era também ali que se anunciavam documentos estatais de maior importância e se realizavam cerimônias de relevância para todo o país: a catedral funcionava não apenas como centro religioso, mas também como centro político.

Por dentro, a catedral é decorada com afrescos — pinturas murais produzidas ao longo de vários séculos por diferentes gerações de artistas — além de um iconostase: uma parede inteiramente coberta de ícones, ou seja, imagens religiosas de santos, que separa a área do altar do restante do templo.

Durante a era soviética, quando o governo comunista então no poder promovia uma política de ateísmo estatal e fechava igrejas em funcionamento em todo o país, a catedral foi transformada em museu e as cerimônias religiosas foram interrompidas por quase setenta anos. Os cultos regulares só foram retomados nos anos 1990, depois do fim da União Soviética — o Estado que existiu entre 1922 e 1991 e reunia a Rússia e outras repúblicas. O edifício mantém até hoje seu status de museu: é possível visitá-lo tanto como turista quanto participar de cerimônias religiosas específicas em datas festivas.

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Catedral do Arcanjo Miguel. Igreja na Praça das Catedrais do Kremlin que serviu como local de sepultamento dos príncipes e czares russos, preservando a memória das dinastias que governaram o país.

Desde sua construção até o início do século XVIII, a catedral funcionou como local oficial de sepultamento dos príncipes de Moscou e, depois, dos czares russos. Ali estão enterradas dezenas de integrantes das dinastias governantes, incluindo Ivan, o Terrível — czar conhecido por seu governo marcado pela violência e, ao mesmo tempo, por uma significativa expansão territorial do Estado russo.

A tradição de sepultar governantes ali foi interrompida no reinado de Pedro, o Grande, que transferiu a capital da Rússia de Moscou para São Petersburgo no início do século XVIII. A partir desse momento, os imperadores passaram a ser enterrados na nova capital, e a Catedral do Arcanjo em Moscou manteve sua função de mausoléu apenas para os governantes de períodos anteriores.

A arquitetura do edifício mistura tradições: por fora, a fachada é decorada com elementos do estilo renascentista italiano — o período de grande florescimento das artes e da arquitetura na Europa entre os séculos XV e XVI —, enquanto a estrutura interna e as pinturas nas paredes seguem integralmente as normas de um templo ortodoxo russo. Essa combinação é típica de várias construções do Kremlin desse período, quando os governantes de Moscou contratavam mestres estrangeiros, mas exigiam que respeitassem as tradições religiosas locais.

Hoje a catedral funciona como museu, integrada ao complexo de museus do Kremlin de Moscou, e seus túmulos — sarcófagos de pedra com os nomes dos governantes sepultados — podem ser vistos por dentro durante a visita. É uma oportunidade rara de ver, num único espaço, os locais de descanso de representantes de uma dinastia inteira de governantes que se sucederam ao longo de vários séculos.

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Catedral da Anunciação da Virgem Maria. Igreja particular dos grão-príncipes e czares, localizada na Praça das Catedrais do Kremlin, que servia como espaço de oração e celebrações familiares da corte.

As regras da Igreja da época limitavam o número de casamentos considerados aceitáveis para uma pessoa sem autorização especial — normalmente, no máximo três. O czar Ivan IV, conhecido como Ivan, o Terrível, casou-se pela quarta vez, o que formalmente violava esse limite, e a Igreja lhe impôs um castigo: ele foi proibido de entrar na catedral pela porta principal, junto com os demais fiéis. Para resolver isso, foi construída uma entrada separada no lado sul do edifício — conhecida desde então como Pórtico de Ivan, o Terrível —, pela qual o czar podia acessar o templo sozinho, afastado dos demais.

O piso da catedral é revestido com jaspe — uma pedra semipreciosa ornamental de padrão manchado característico —, presenteada no século XVI ao governante de Moscou pelo xá persa, ou seja, o soberano da Pérsia, território que corresponde ao atual Irã. Placas de pedra dessa origem eram raras na arquitetura russa da época e funcionavam como símbolo das relações diplomáticas de Moscou com Estados do Oriente.

O iconostase da catedral — a parede coberta de ícones que separa a área do altar do restante do templo — inclui obras de Teófanes, o Grego, e Andrei Rublev, dois dos pintores de ícones mais reverenciados de toda a história da arte russa. Acredita-se que parte dos ícones preservados ali esteja entre os exemplos mais antigos do trabalho desses artistas que sobreviveram até hoje.

Por fora, a catedral é coroada por diversas cúpulas douradas em formato de cebola — elemento característico da arquitetura religiosa russa —, que compõem parte da silhueta dourada reconhecível do Kremlin de Moscou, visível à distância.

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Igreja da Deposição do Manto da Virgem Maria. Uma pequena igreja na Praça das Catedrais do Kremlin, dedicada à festa da Deposição do Manto da Virgem — símbolo de proteção e intercessão espiritual.

A igreja é a mais modesta em tamanho entre as construções da Praça das Catedrais: tem uma única cúpula e foi projetada não para receber grandes multidões de fiéis, mas um círculo restrito de pessoas ligadas à corte do patriarca. Justamente por essa escala reduzida, ela transmite uma sensação visualmente mais íntima do que as catedrais monumentais ao seu redor — por fora, é fácil confundi-la com um edifício secundário, sem saber que se trata da igreja doméstica dos mais altos líderes religiosos do país.

Hoje o interior da igreja abriga uma exposição de esculturas de madeira russas dos séculos XV a XIX — figuras esculpidas de santos e personagens bíblicos, reunidas ali vindas de diferentes regiões do país depois que, durante a era soviética, muitas obras semelhantes correram risco de destruição com o fechamento de igrejas em áreas rurais. Trata-se de uma exceção notável: na tradição ortodoxa, esculturas tridimensionais dentro de igrejas, ao contrário dos ícones planos, eram vistas por muito tempo como parecidas demais com ídolos pagãos esculpidos em madeira em tempos pré-cristãos, e por isso não eram bem-vindas pela Igreja oficial, embora em algumas regiões — especialmente no norte da Rússia — esse tipo de talha tenha sobrevivido como parte da tradição local.

A coleção reunida ali é um dos poucos casos em que esse tipo de obra não apenas sobreviveu, mas permanece exposta justamente dentro de um espaço religioso, e não em um museu secular comum: o visitante vê as esculturas no mesmo contexto arquitetônico para o qual algumas delas foram originalmente criadas, algo raramente possível em outro lugar.

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Torre do Sino de Ivan, o Grande. O principal campanário do Kremlin de Moscou, que por séculos foi a construção mais alta da capital e símbolo de sua grandeza.

Até o início do século XX, vigorava em Moscou uma proibição não escrita: nenhum edifício da cidade podia ser mais alto do que esta torre. Essa regra foi respeitada por séculos e transformou a torre no principal ponto de referência da paisagem de Moscou — segundo a tradição local, em dias claros era possível avistar do topo os arredores da cidade a uma distância de até 30 quilômetros, algo com utilidade prática para detectar a aproximação de inimigos ou incêndios numa cidade construída majoritariamente em madeira.

Dentro da torre estão instalados 21 sinos de tamanhos diferentes — desde os menores até gigantes de várias toneladas, cada um com nome e história de fundição próprios. O maior dos sinos ainda em uso pesa cerca de 65 toneladas, e o toque coordenado de todos os sinos ao mesmo tempo, feito manualmente por vários sineiros simultaneamente, é considerado um dos mais complexos da tradição sonora ortodoxa, com ritmos específicos para diferentes festas e ocasiões religiosas.

Em 1812, durante a ocupação de Moscou pelo exército do imperador francês Napoleão Bonaparte, as tropas francesas em retirada tentaram explodir a torre, colocando explosivos em sua base. A explosão destruiu parcialmente construções anexas, mas a torre principal resistiu — rachaduras nas paredes, resultado do episódio, foram reparadas em restaurações posteriores e hoje já não são visíveis a olho nu.

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Câmaras Patriarcais com a Igreja dos Doze Apóstolos. A residência dos patriarcas da Igreja Ortodoxa Russa no século XVII, unida a um templo dedicado aos Doze Apóstolos.

Ambições desse tipo inevitavelmente geraram conflito com o czar Alexei Mikhailovich, que a princípio confiava bastante em Nikon, mas com o tempo passou a ver suas pretensões de poder como uma ameaça direta ao próprio governo. As divergências entre os dois cresceram ao longo de alguns anos, até se transformarem em confronto aberto.

Em 1666, um concílio eclesiástico especialmente convocado — uma reunião dos mais altos religiosos da Igreja, responsável por decidir questões de grande importância — retirou Nikon do cargo de patriarca, a pedido do czar. O ex-patriarca foi enviado para o exílio em um mosteiro afastado, onde passou o resto da vida, e as Câmaras Patriarcais construídas para ele passaram a seus sucessores no cargo.

Além do conflito com o czar, Nikon conduziu uma reforma religiosa: alterou algumas regras de celebração dos cultos e reescreveu parte dos textos sagrados, para alinhar a prática religiosa russa aos modelos gregos da época. Por exemplo, mudou a forma como os fiéis faziam o sinal da cruz, de dois dedos para três. Parte dos fiéis se recusou a aceitar essas mudanças, considerando-as uma distorção da fé herdada dos antepassados — surgiram assim os "velhos crentes", um movimento que existe na Igreja Ortodoxa Russa até hoje, separado da Igreja principal.

Hoje as câmaras abrigam um museu dedicado à vida cotidiana e às artes aplicadas russas do século XVII — período anterior às amplas reformas de Pedro, o Grande, que mudaram radicalmente a aparência do país no início do século seguinte. A exposição reúne objetos do dia a dia daquela época: móveis, louças, tecidos, joias e utensílios litúrgicos.

A Igreja dos Doze Apóstolos, dentro do complexo, conservou interiores originais do século XVII, incluindo um raro iconostase esculpido — uma parede coberta de ícones que separa a área do altar do restante do templo — daquele período. É um caso incomum em que a decoração de uma igreja dessa idade chegou aos dias de hoje praticamente intacta, tendo sobrevivido inclusive à era soviética, quando muitos monumentos semelhantes foram destruídos ou transformados para outros fins.

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Fundo de Diamantes da Rússia. Uma coleção única de joias e relíquias que refletem a riqueza e a história do Estado russo.

A peça central da coleção é a Grande Coroa Imperial, feita em 1762 para a coroação da imperatriz Catarina II em apenas dois meses, por joalheiros contratados especialmente para a tarefa. A coroa é decorada com cerca de cinco mil diamantes e uma grande espinélio vermelha — uma pedra preciosa que por muito tempo foi confundida com rubi, por causa da cor semelhante. Essa mesma coroa foi usada para coroar todos os imperadores russos até o último deles, Nicolau II, em 1896.

A coleção também guarda o diamante Orlov, uma pedra de quase 190 quilates que, segundo a lenda, teria decorado a estátua de uma divindade hindu em um templo da Índia, de onde foi roubado antes de passar por vários intermediários até chegar à Rússia. O conde Grigóri Orlov, que dá nome ao diamante, comprou a pedra e a presenteou à imperatriz Catarina II.

Depois da Revolução de 1917, que derrubou a monarquia na Rússia, o novo governo soviético chegou a considerar vender parte da coleção no exterior para conseguir moeda estrangeira, da qual o país precisava. A ideia acabou sendo descartada, mas algumas peças isoladas foram vendidas a compradores estrangeiros nos anos 1920 e 1930, antes de o restante da coleção ser declarado, de forma definitiva, patrimônio estatal intocável.

Hoje o Fundo de Diamantes fica em um prédio separado dentro do Kremlin, e o acesso ao acervo é rigorosamente controlado: as peças ficam expostas em salas escurecidas, com segurança reforçada e iluminação especial que realça o brilho das pedras, o que torna a visita mais parecida com a entrada em um cofre bancário do que com um museu comum.

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Arsenal do Kremlin de Moscou — Oruzheynaya Palata. O museu mais antigo da Rússia, que guarda os tesouros do poder czarista, armas, joias e regalias.

Entre as peças em exposição está o famoso Barrete de Monomakh, um toucado usado nas cerimônias de coroação dos governantes russos até o final do século XVII. Segundo a lenda, ele teria sido dado de presente por um imperador bizantino a um dos primeiros príncipes russos, embora historiadores considerem essa história uma lenda posterior, e o objeto em si seja datado de uma época bem mais recente do que aquela à qual a tradição o associa.

A coleção também guarda o trono de Ivan, o Terrível, feito de osso no século XVI e incrustado com placas esculpidas de marfim, além de um trono com dois assentos, produzido para o reinado conjunto dos czares ainda crianças Ivan V e Pedro I, no final do século XVII, quando os dois meninos eram formalmente considerados co-governantes sob a regência de sua irmã mais velha, Sofia.

Uma sala do museu é dedicada a carruagens cerimoniais dos séculos XVI a XVIII, incluindo uma carruagem dada de presente ao czar russo pelo rei James I da Inglaterra no início do século XVII — uma das poucas carruagens desse período que sobreviveram inteiras até hoje, com todo o acabamento original preservado.

O museu também exibe vestes de patriarcas e paramentos litúrgicos bordados com fios de ouro e prata, pedras preciosas e pérolas — peças tão valiosas do ponto de vista histórico quanto as regalias seculares, já que revelam o quanto, naquela época, o poder do Estado e o poder da Igreja estavam entrelaçados na Rússia.

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Tsar Pushka — o Czar Canhão. Uma peça de artilharia gigantesca do século XVI, que se tornou símbolo do poder e da maestria dos armeiros russos.

A peça impressiona pelo tamanho: o cano tem mais de cinco metros de comprimento, e o diâmetro da boca é de cerca de 890 milímetros, o que faz do Tsar Pushka um dos maiores canhões desse tipo já fabricados no mundo. O peso total é de cerca de 40 toneladas.

Apesar das dimensões imponentes, os historiadores concordam quase unanimemente que o canhão nunca foi disparado: não há vestígios de fuligem de pólvora nem qualquer outro sinal de uso em combate no interior do cano. Segundo uma das teorias mais aceitas, a peça teria sido concebida desde o início mais como um símbolo do poder militar do Estado do que como uma arma realmente destinada ao uso em batalha.

As balas decorativas que hoje ficam ao lado do canhão foram adicionadas muito depois, já no século XIX — são puramente decorativas e nunca foram feitas para ser disparadas por essa peça: o calibre delas não corresponde ao tamanho do cano, e elas são pesadas demais para que o canhão pudesse, tecnicamente, atirá-las.

O reparo — a estrutura de apoio sobre a qual o cano do canhão está montado — também é decorativo, fundido em ferro fundido muito depois da peça original, em 1835, especificamente para exposição em museu, e não para uso prático em combate.

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Tsar Kolokol — o Czar Sino. O maior sino do mundo, símbolo da grandiosidade dos projetos e da maestria dos fundidores russos.

Enquanto o sino ainda estava na cova de fundição subterrânea onde foi moldado, Moscou foi atingida por um grande incêndio em 1737. As chamas alcançaram as estruturas de madeira acima da cova, e, ao tentar apagar o fogo jogando água sobre o metal ainda quente, os trabalhadores provocaram uma mudança brusca de temperatura — o choque térmico fez com que um pedaço de mais de 11 toneladas se desprendesse do sino, o equivalente ao peso de cerca de cinco carros de passeio.

Por mais de cem anos depois desse episódio, o sino permaneceu na cova subterrânea — erguer e mover um objeto tão pesado e danificado era considerado tecnicamente inviável com a engenharia disponível na época. Só em 1836 o sino foi finalmente retirado do buraco e colocado sobre um pedestal de pedra, onde permanece até hoje.

O pedaço quebrado, de 11 toneladas, está exposto ao lado do próprio sino — o que permite ver com clareza a extensão do dano e, ao mesmo tempo, imaginar o tamanho original que o sino teria se estivesse inteiro.

Por causa da rachadura e da parte perdida, o sino não consegue, fisicamente, produzir som — falta a ele uma porção significativa do corpo, necessária para gerar ressonância sonora completa. O Tsar Kolokol segue sendo um monumento às ambições técnicas de sua época, que acabaram sendo maiores do que permitia a capacidade real da fundição no século XVIII.

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Centro de Exposições de Toda a Rússia – VDNKh. Um imenso complexo de exposições no norte de Moscou que combina o legado soviético, pavilhões modernos e a atmosfera de um grande parque cultural.

No terreno há dezenas de prédios separados, chamados de pavilhões. Cada pavilhão foi originalmente construído para um dos quatorze territórios que, junto com a Rússia, formavam a União Soviética — por exemplo, havia um prédio exclusivo para o território chamado Ucrânia, outro para o território chamado Armênia, outro para o território chamado Uzbequistão. Dentro de cada pavilhão eram exibidos os produtos daquele território específico: tapetes, frutas, máquinas, tecidos — aquilo que era produzido ali. Por fora, os prédios são decorados com colunas — altos pilares de pedra, parecidos com os usados na arquitetura da Grécia e da Roma antigas —, além de estátuas de pessoas trabalhando em fábricas e no campo, e mosaicos, que são imagens formadas por pequenos pedaços coloridos de pedra ou vidro colados lado a lado.

No centro do terreno fica a Fonte da Amizade dos Povos, construída em 1954. Uma fonte, nesse caso, é um grande tanque de água com jatos que jorram para cima. Ao redor dessa fonte estão 16 estátuas douradas de mulheres, vestidas com trajes nacionais — roupas tradicionais características de um determinado povo. Cada estátua representa um dos quatorze territórios que formavam a União Soviética, mais uma figura separada que representa a própria Rússia. As estátuas são revestidas com ouro de verdade — folhas finíssimas e quase transparentes do metal precioso, coladas sobre a superfície da escultura.

Em 1991, a União Soviética deixou de existir, e todos os quinze territórios, incluindo a Rússia, se tornaram países independentes, cada um com seu próprio governo. Depois disso, muitos pavilhões da VDNKh passaram quase vinte anos sendo usados para fins bem diferentes do original — vendiam-se ali eletrodomésticos, roupas e comida. A partir dos anos 2010, o governo de Moscou reformou os prédios, devolvendo a eles a aparência original, e abriu dentro deles museus dedicados à história e à ciência.

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Museu Memorial da Cosmonáutica no VDNKh. Um museu localizado sob o monumento “Conquistadores do Espaço”, dedicado à história da exploração do universo e às conquistas da cosmonáutica russa e mundial.

A União Soviética — um país que existiu entre 1922 e 1991 e reunia a Rússia junto com outros quatorze territórios — foi o primeiro país do mundo a lançar um satélite artificial ao espaço, em 1957, e depois, em 1961, foi também o primeiro a enviar um ser humano: o cosmonauta soviético Iuri Gagárin, que deu uma volta ao redor da Terra a bordo da espaçonave Vostok 1. Essas conquistas faziam parte de uma corrida espacial — uma disputa entre a União Soviética e os Estados Unidos da América pela liderança na exploração do espaço, que durou várias décadas do século XX.

O museu guarda objetos originais ligados à história dos voos espaciais: espaçonaves de verdade, usadas em missões reais, trajes espaciais — roupas especiais e hermeticamente fechadas que protegem os cosmonautas das condições do espaço aberto — e também pertences pessoais dos primeiros cosmonautas soviéticos, incluindo objetos que pertenceram ao próprio Iuri Gagárin.

Um dos itens mais importantes em exibição é o módulo de descida da espaçonave Vostok, a parte da nave que retorna à Terra depois do voo e onde o cosmonauta fica durante o pouso. Esse módulo específico realizou um voo real ao espaço e voltou para a Terra, sendo depois entregue ao museu.

Além dos equipamentos, o museu conta como era a vida e o treinamento dos cosmonautas — os exercícios que eles faziam antes do voo, incluindo testes físicos e treinamento para trabalhar em condições de ausência de peso, ou seja, o estado em que o corpo não sente a força da gravidade da Terra.

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Pavilhão “Cosmos” — Centro de Cosmonáutica e Aviação no VDNKh. O principal pavilhão com cúpula do VDNKh, dedicado às conquistas na área da cosmonáutica e da aviação, com exposições que revelam o progresso tecnológico do país.

Dentro do pavilhão estão expostos foguetes, satélites e partes de espaçonaves reais em tamanho natural — quer dizer, exatamente do tamanho que tinham na realidade, e não réplicas reduzidas ou maquetes. Uma das peças centrais da exposição é uma cópia exata do foguete Vostok, o mesmo modelo usado em 1961 para levar ao espaço o primeiro ser humano, o cosmonauta soviético Iuri Gagárin.

Pendurada no teto do pavilhão está a espaçonave orbital reutilizável Buran, a versão soviética do ônibus espacial americano — ou seja, uma espaçonave capaz de fazer vários voos de ida e volta ao espaço, diferente de foguetes de uso único. Esse exemplar específico da Buran nunca voou ao espaço: ele serviu para testes em solo, isto é, para verificar os sistemas da espaçonave ainda na Terra, antes de um voo que acabou nunca acontecendo, já que todo o programa foi encerrado no início dos anos 1990.

A exposição também inclui trajes espaciais originais — roupas especiais e hermeticamente fechadas que protegem os cosmonautas das condições do espaço aberto, onde não há ar e a temperatura é extremamente baixa — além de amostras de solo lunar, ou seja, pedaços da superfície da Lua trazidos à Terra por sondas soviéticas automáticas, sem a participação de seres humanos.

Uma parte separada do pavilhão é dedicada aos programas espaciais russos atuais, incluindo maquetes da Estação Espacial Internacional, uma estação orbital onde cosmonautas e astronautas de diferentes países vivem e trabalham continuamente, girando ao redor da Terra a uma altura de cerca de 400 quilômetros.

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Lavra da Trindade-São Sérgio. O principal mosteiro ortodoxo da Rússia, fundado no século XIV por São Sérgio de Radonej, considerado o protetor espiritual do país.

Sérgio de Radonej ganhou, ao longo da vida, enorme autoridade — não apenas entre os fiéis comuns, mas também entre príncipes, isto é, os governantes de territórios russos individuais numa época em que ainda não existia um único Estado russo unificado, e o país era dividido em vários pequenos principados. Acredita-se que foi Sérgio quem abençoou o príncipe Dmitri Donskói antes de uma batalha decisiva contra tropas mongóis e tártaras em 1380 — um confronto que se tornou um dos primeiros grandes sucessos dos territórios russos na luta contra quase dois séculos de domínio de invasores vindos do leste. Depois da morte de Sérgio, a Igreja o canonizou, ou seja, o reconheceu oficialmente como um exemplo de vida virtuosa, digno de veneração especial, e hoje ele é considerado um dos santos mais reverenciados de toda a história da ortodoxia russa.

O mosteiro fundado por Sérgio cresceu ao longo dos séculos e, com o tempo, se transformou numa fortaleza poderosa, cercada por muralhas altas de pedra e torres — não apenas um local religioso, mas também um ponto estratégico militar. Entre 1608 e 1610, o mosteiro resistiu a um cerco de tropas polaco-lituanas que durou quase dezesseis meses: o inimigo tentou render a fortaleza pela fome, cortando seu abastecimento de comida, mas os defensores resistiram, e o cerco acabou sendo abandonado. Esse episódio se tornou um dos símbolos da resistência do país contra invasões estrangeiras num período da história russa conhecido como Tempo das Perturbações — uma época de caos político, guerras internas e intervenção estrangeira no início do século XVII.

Dentro do complexo da lavra há vários grandes templos, construídos em diferentes períodos históricos a partir do século XV. Um deles é a Catedral da Trindade, onde está sepultado o próprio Sérgio de Radonej, e onde também se encontra um dos exemplos mais famosos da pintura de ícones russa — o ícone "Trindade", pintado no início do século XV pelo artista Andrei Rublev, considerado o maior mestre da pintura religiosa de toda a história do país. O original do ícone está hoje guardado num museu em Moscou, enquanto na própria catedral fica exposta uma cópia exata, feita especialmente para a lavra.

Outra grande construção do complexo é a Catedral da Assunção, erguida no século XVI seguindo o modelo da catedral de mesmo nome situada no Kremlin de Moscou, descrita em outro cartão desta coleção. A construção foi iniciada pelo czar Ivan, o Terrível, que queria que o templo principal da lavra se parecesse arquitetonicamente com o templo principal do Estado russo. Dentro da catedral está sepultado Boris Godunov, um dos czares russos do final do século XVI e início do século XVII — um caso raro em que um governante do país foi enterrado não no Kremlin de Moscou, mas justamente aqui, no mosteiro.

No terreno da lavra também fica um campanário de cinco andares, uma torre para sinos com cerca de 88 metros de altura, ou seja, mais alta do que a maioria dos prédios residenciais de vários andares. A construção do campanário levou várias décadas do século XVIII, e por muito tempo ele permaneceu uma das estruturas mais altas de toda a Rússia. O campanário ainda hoje abriga um conjunto de sinos em funcionamento, cujo toque pode ser ouvido durante as cerimônias religiosas.

Hoje a Lavra da Trindade-São Sérgio continua sendo um mosteiro masculino em atividade — ou seja, um lugar onde monges vivem e rezam permanentemente —, e não apenas um monumento histórico ou um museu. Ao mesmo tempo, a lavra está aberta a visitantes e turistas, que podem percorrer o terreno, entrar nas catedrais e observar o cotidiano da comunidade monástica. Em 1993, a lavra foi incluída na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, a organização internacional responsável por identificar e proteger locais de valor excepcional para toda a humanidade, e não apenas para um único país.

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Visitas opcionais em Moscou.

Visitas não incluídas no tour.

As visitas mencionadas nesta seção não estão incluídas no valor do tour. A organização, os ingressos e quaisquer custos relacionados são de responsabilidade individual do participante.

Interior do Restaurante Beluga, que combina um ambiente moderno com vista para a Praça Vermelha, oferecendo a experiência gastronômica contemporânea destacada na visita opcional.

Outro ambiente do Restaurante Beluga, com interior moderno e atmosfera alinhada à proposta do restaurante de apresentar releituras contemporâneas da culinária russa.
Descrição geral do local.

A decoração do restaurante é feita num estilo contemporâneo, que contrasta fortemente com o entorno histórico do lado de fora: janelas panorâmicas oferecem vista direta para a Praça Vermelha e para as muralhas do Kremlin, também descrito em outro cartão desta coleção, criando uma combinação incomum — um ambiente ultramoderno por dentro e um dos panoramas históricos mais reconhecíveis do mundo do lado de fora.

Descrição geral do local.

O restaurante é voltado principalmente a turistas e moradores locais de alto poder aquisitivo em busca não apenas de um jantar, mas de uma experiência gastronômica completa, combinada com uma das melhores vistas do centro histórico de Moscou — o que o torna um local popular para ocasiões especiais, como jantares comemorativos, reuniões de negócios de alto nível e celebrações de eventos importantes.

Prato servido no Restaurante Beluga, integrante da proposta gastronômica que inclui releituras autorais de receitas clássicas e especialidades típicas da visita opcional em Moscou.
Outro prato apresentado no Restaurante Beluga, representando a combinação entre culinária russa contemporânea e a atmosfera refinada do local descrita na visita opcional.
Descrição geral do local.

Esse formato de restaurante é típico do segmento que a indústria da hospitalidade chama de fine dining — ou seja, estabelecimentos de alta gastronomia com apresentação cuidadosa dos pratos, atenção aos detalhes do serviço e, geralmente, um nível de preços mais elevado do que restaurantes comuns.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

12:00 – 00:00

Localização.

Hotel Nacional, Rua Mokhovaya, 15/1, 2º andar, Moscou

Custo médio.

R$ 600 – 800 por pessoa

Observação.

Reservar 14–30 dias antes

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Interior do Grand Café “Dr. Jivago”, um restaurante-café moderno no centro de Moscou que oferece a autêntica culinária russa em uma interpretação sofisticada e vibrante.

Outro ambiente do Grand Café “Dr. Jivago”, alinhado ao conceito do local de apresentar a culinária russa tradicional em uma versão sofisticada e contemporânea.
Descrição geral do local.

A decoração do café combina épocas de forma irônica: o salão principal, todo branco, é decorado com quadros de artistas soviéticos famosos do século XX, incluindo Kazimir Malevitch e Kuzmá Petrov-Vodkin, e no fundo há uma sala mais reservada, decorada em tons escuros de laca, lembrando uma caixa de Palekh — um artesanato tradicional russo conhecido por pinturas em miniatura sobre laca —, onde as paredes mostram cavaleiros vermelhos em movimento, e o teto dourado é encimado por uma estrela de rubi.

Descrição geral do local.

O cardápio do café gira em torno da culinária tradicional russa, servida numa interpretação contemporânea: caviar de esturjão, carne de caranguejo, pelmeni siberianos e panquecas com carne de caça convivem ali com mais de vinte opções de pratos com ovos no café da manhã — ou seja, pratos baseados em receitas nacionais clássicas, mas preparados e apresentados com técnicas culinárias atuais.

Prato servido no Grand Café “Dr. Jivago”, representando a proposta do restaurante de oferecer a autêntica culinária russa em uma interpretação sofisticada e vibrante.
Outro prato apresentado no Grand Café “Dr. Jivago”, como parte da experiência de culinária russa autêntica reinterpretada de forma contemporânea.
Descrição geral do local.

Das janelas do café é possível ver o Kremlin — o mesmo prédio visível do restaurante Beluga, um andar acima, descrito em outro cartão desta coleção —, e a localização no térreo do hotel torna o café um lugar especialmente conveniente para tomar café da manhã antes do início da programação diária do tour, sem precisar sair para a rua.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

Funciona 24 horas

Localização.

Hotel Nacional, Rua Mokhovaya, 15/1, 1º andar, Moscou

Custo médio.

R$ 200 – 300 por pessoa

Observação.

Reservar 7–14 dias antes

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Interior do O2 Lounge by Genesis, um restaurante e bar no terraço do hotel Ritz-Carlton com vista panorâmica para o Kremlin e o centro de Moscou.

Outro ambiente do O2 Lounge by Genesis, situado no terraço do Ritz-Carlton, de onde se contempla o Kremlin e o centro de Moscou.
Descrição geral do local.

O cardápio do restaurante combina culinária japonesa, incluindo sushi e sashimi — peixe cru cortado em fatias finas —, com pratos internacionais e uma extensa carta de coquetéis, na qual a vodca ocupa um lugar especial: o bar conta com um especialista em vodca, que oferece aos clientes cerca de 400 tipos diferentes da bebida.

Descrição geral do local.

O terraço é especialmente popular na estação quente, e no inverno parte do espaço aberto é transformada num bar de inverno com paredes de vidro, para que os hóspedes possam apreciar a vista panorâmica da cidade mesmo no frio, sem precisar enfrentar o ar gelado de Moscou.

Prato servido no O2 Lounge by Genesis, apresentado no restaurante do terraço com vista panorâmica para o Kremlin.
Outro prato servido no O2 Lounge by Genesis, parte da experiência gastronômica oferecida no terraço do Ritz-Carlton.
Descrição geral do local.

Além da comida e das bebidas, o O2 Lounge é conhecido por uma programação noturna intensa: DJs se apresentam ali praticamente todas as noites, e o próprio estabelecimento se posiciona não apenas como restaurante, mas também como um lugar de lazer noturno e coquetéis depois do jantar — ou seja, um formato que combina as funções de restaurante e bar ao mesmo tempo.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

17:00 – 00:00

Localização.

The Ritz-Carlton Moscow, Rua Tverskaya, 3, Moscou

Custo médio.

R$ 400 – 800 por pessoa

Observação.

Reservar 10–20 dias antes

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Interior do Café Pouchkine, um restaurante icônico de Moscou decorado como uma mansão do século XIX e símbolo da tradição gastronômica russa.

Outro ambiente do Café Pouchkine, caracterizado pela decoração inspirada em mansões do século XIX e pela atmosfera ligada à tradição culinária russa.
Descrição geral do local.

O restaurante ocupa três andares com vários salões, sendo o mais conhecido a "Biblioteca", decorada com estantes de livros altas e móveis antigos, criando a atmosfera do escritório de um nobre educado do século XIX, ou seja, um integrante da classe alta à qual historicamente pertenciam muitos escritores russos, incluindo o próprio Púchkin.

Descrição geral do local.

O cardápio é composto por pratos da culinária russa e francesa da época de Púchkin — ou seja, da primeira metade do século XIX —, com nomes de pratos propositalmente antiquados, usando a grafia antiga das palavras russas anterior à reforma ortográfica de 1918.

Prato servido no Café Pouchkine, representando a tradição gastronômica russa em um ambiente histórico inspirado no século XIX.
Outro prato apresentado no Café Pouchkine, exemplificando a experiência culinária russa em um dos restaurantes mais emblemáticos de Moscou.
Descrição geral do local.

O restaurante foi o primeiro estabelecimento russo a entrar na lista estendida de um importante ranking internacional dos melhores restaurantes do mundo, e continua sendo um dos lugares mais reconhecíveis para onde os moradores locais tradicionalmente levam visitantes estrangeiros em sua primeira vez em Moscou, para uma introdução à tradição gastronômica russa.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

10:00 – 22:00

Localização.

Rua Tverskoy Boulevard, 26A, Moscou / GUM, Praça Vermelha, 3, Moscou

Custo médio.

R$ 200 – 300 por pessoa

Observação.

Reservar 7–10 dias antes

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Interior do Restaurante “Sétimo Céu”, um restaurante panorâmico localizado na Torre de TV Ostankino, a mais de 300 metros de altura.

Outro ambiente do Restaurante “Sétimo Céu”, situado na Torre de TV Ostankino acima de 300 metros de altura, com vista panorâmica da cidade.
Descrição geral do local.

Hoje o "Sétimo Céu" ocupa o terceiro lugar em altura entre todos os restaurantes giratórios do mundo, atrás apenas de estabelecimentos em torres de TV na cidade chinesa de Guangzhou e na canadense Toronto, e o oitavo lugar entre todos os restaurantes do planeta, considerando também os que não giram.

Descrição geral do local.

O cardápio do restaurante combina culinária russa e europeia numa interpretação autoral — ou seja, pratos reformulados pelo chef do restaurante a partir de receitas clássicas, mas com uma apresentação atual —, incluindo, por exemplo, uma sopa borsch batizada em homenagem à própria torre.

Prato servido no Restaurante “Sétimo Céu”, parte da experiência gastronômica oferecida no restaurante panorâmico da Torre de TV Ostankino.
Outro prato apresentado no Restaurante “Sétimo Céu”, complementando a experiência de jantar no restaurante panorâmico acima de 300 metros de altura.
Descrição geral do local.

A entrada no restaurante só é possível pelo mirante da própria Torre de TV Ostankino: primeiro os visitantes sobem até o topo para ver o panorama da cidade a partir dos andares de observação, e depois descem alguns lances de escada para chegar à área do restaurante e do café.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

14:00 – 23:00

Localização.

Rua Akademika Korolyova 15, bloco 2, Moscou

Custo médio.

R$ 200 – 300 por pessoa

Observação.

Reservar 10–15 dias antes

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Fachada do Teatro Bolshoi — Teatro Acadêmico Estatal Bolshoi da Rússia, o principal teatro de ópera e balé do país.

Sala principal do Teatro Bolshoi — Teatro Acadêmico Estatal Bolshoi da Rússia.
Descrição geral do local.

A fachada do teatro é decorada com uma composição escultórica de bronze — uma quadriga de Apolo, ou seja, uma carruagem puxada por quatro cavalos, conduzida pelo deus grego das artes, Apolo. Essa escultura se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis não só do teatro, mas da cultura russa em geral, ao lado das cúpulas da Catedral de São Basílio, descrita em outro cartão desta coleção.

Descrição geral do local.

Ao longo de quase dois séculos e meio de existência, o teatro pegou fogo e foi reconstruído várias vezes, e seu repertório atravessou diversas mudanças de época: do Império Russo, passando pela União Soviética, o Estado que existiu entre 1922 e 1991, até a Rússia atual, mantendo, ao longo de todo esse tempo, o status de principal palco de ópera e balé do país.

Cena de balé apresentada no palco do Teatro Bolshoi — Teatro Acadêmico Estatal Bolshoi da Rússia.
Outra cena de balé apresentada no palco do Teatro Bolshoi — Teatro Acadêmico Estatal Bolshoi da Rússia.
Descrição geral do local.

A companhia do teatro já recebeu diversos prêmios de prestígio, incluindo o "Máscara de Ouro" — o principal prêmio teatral da Rússia contemporânea —, e o próprio teatro realiza turnês regulares, ou seja, apresentações fora de sua sede permanente, em outros países do mundo, o que consolidou seu status como um dos símbolos culturais mais reconhecíveis da Rússia em nível internacional.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

19:00 – 22:00

Localização.

Praça Teatralnaya, 1, Moscou, Rússia

Custo médio.

R$ 180 – 1.500 por pessoa

Observação.

Ingressos 30–60 dias antes

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Fachada do Conservatório Estatal de Moscou P. I. Tchaikovsky, uma das principais escolas de música do mundo.

Sala de concertos do Conservatório Estatal de Moscou P. I. Tchaikovsky.
Descrição geral do local.

Dentro do complexo funcionam várias salas de concerto de tamanhos diferentes, cada uma com sua própria acústica, ou seja, características sonoras que variam de acordo com a forma do espaço e os materiais usados na decoração. O Grande Salão do conservatório é considerado uma das melhores salas de concerto do mundo em qualidade de som e recebe regularmente apresentações de músicos e orquestras de destaque vindos de diferentes países.

Descrição geral do local.

A instituição continua sendo uma das principais universidades de música não só da Rússia, mas do mundo: ali se formam músicos nas áreas de composição, regência — ou seja, a condução de uma orquestra ou coral durante uma apresentação — além de instrumentistas de diferentes instrumentos e cantores.

Momento de apresentação no Conservatório Estatal de Moscou P. I. Tchaikovsky.
Outro momento de apresentação no Conservatório Estatal de Moscou P. I. Tchaikovsky.
Descrição geral do local.

Além das atividades de ensino, o conservatório está aberto ao público em geral como espaço de concertos: os ingressos para apresentações podem ser comprados da mesma forma que em qualquer outra sala de concertos da cidade, o que torna possível assistir a um concerto de música clássica numa das noites livres da programação do tour, sem necessidade de ser estudante ou ter qualquer vínculo com a formação musical.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

18:00 – 21:00

Localização.

Rua Bolshaya Nikitskaya, 13/6, Moscou

Custo médio.

R$ 60 – 300 por pessoa

Observação.

Ingressos 15–30 dias antes

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Fachada da Sala de Concertos Zariádie, um espaço cultural moderno de nível internacional no centro de Moscou.

Sala principal da Sala de Concertos Zariádie.
Descrição geral do local.

A acústica das salas — ou seja, as características sonoras que variam de acordo com a forma do espaço e os materiais usados no acabamento — foi desenvolvida pelo especialista japonês Yasuhisa Toyota, responsável pelo projeto de mais de 50 salas de teatro e concerto ao redor do mundo. As paredes e o teto são revestidos com madeira maciça de mogno, e o piso do palco é feito de um cedro especial, escolhido justamente pela qualidade sonora que proporciona.

Descrição geral do local.

Uma das principais atrações da sala é o maior órgão de Moscou e um dos maiores da Europa, composto por 5.872 tubos individuais. O instrumento foi projetado e fabricado na cidade francesa de Estrasburgo, e depois transportado para Moscou em diversas etapas: só o empacotamento de todas as peças do órgão levou cerca de dois meses, e a instalação e afinação do instrumento duraram mais de dois anos.

Momento de apresentação na Sala de Concertos Zariádie.
Outro momento de apresentação na Sala de Concertos Zariádie.
Descrição geral do local.

No palco da Zariádie já se apresentaram alguns dos músicos mais conhecidos da atualidade, incluindo a cantora de ópera Anna Netrebko e o pianista Denis Matsuev, e a diversidade do repertório — da música clássica e jazz a projetos multigênero contemporâneos — torna a sala uma opção conveniente para uma noite livre durante a programação do tour, independentemente das preferências musicais de cada um.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

19:00 – 21:00

Localização.

Parque Zariádie, Rua Varvarka, 6, Moscou

Custo médio.

R$ 90 – 360 por pessoa

Observação.

Ingressos 15–20 dias antes

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Rua Arbat. Trecho do antigo Arbat à noite, uma das ruas de pedestres mais famosas de Moscou e símbolo da cidade antiga.

Rua Arbat. Trecho do Novo Arbat à noite, mostrando a parte moderna da região, iluminada e movimentada.
Descrição geral do local.

No final do século XIX, a identidade da região mudou novamente: no lugar dos nobres, passaram a viver ali pessoas de diferentes classes sociais dedicadas ao trabalho intelectual, à ciência, à literatura ou às artes, e não necessariamente detentoras de um título nobre por nascimento. A rua foi, aos poucos, se tornando associada à vida criativa e intelectual de Moscou, e não apenas à moradia da nobreza.

Descrição geral do local.

Hoje o Arbat é uma rua totalmente para pedestres, com 1.200 metros de extensão, livre da circulação de carros, o que torna o passeio especialmente confortável. Ao longo da rua há lojinhas de souvenires, artistas de rua que se oferecem para fazer retratos na hora e músicos que se apresentam diretamente na calçada — uma atmosfera que atrai turistas em qualquer época do ano.

Rua Arbat. Vitrine com souvenirs russos tradicionais, incluindo bandejas de Jostovo, matrioshkas e um samovar.
Rua Arbat. Matrioshka em detalhe, representando a grande variedade de modelos disponíveis para escolher aquela que mais combina com você.
Descrição geral do local.

Considerando a proximidade com o Hotel National, um passeio pelo Arbat pode ser facilmente combinado com uma noite livre depois de um dia cheio de atividades do tour — o trajeto não exige o uso do metrô ou de outro transporte, podendo se tornar uma extensão natural do contato com o centro de Moscou no próprio ritmo de cada um.

Período da visita.

11 — 15 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

10:00 – 22:00

Localização.

Rua Arbat, Moscou

Custo médio.

Souvenirs R$ 30 – 300

Observação.

Atenção à multidão e aos preços

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Flotilha “Radisson Royal”. Superiate Radisson Royal navegando com o Kremlin ao fundo, durante o passeio pelo Rio Moscou.

Flotilha “Radisson Royal”. Proa do superiate Radisson Royal durante o passeio pelo Rio Moscou.
Descrição geral do local.

A bordo dos iates funcionam restaurantes com culinária internacional, ou seja, um cardápio que reúne pratos de diferentes países, e não apenas da culinária russa, além de uma extensa carta de bar. Os passageiros podem escolher entre diferentes categorias de salões — do salão principal a opções mais reservadas e sofisticadas, que variam em nível de conforto e privacidade.

Descrição geral do local.

Além dos passeios regulares programados, a flotilha organiza também cruzeiros temáticos — por exemplo, noites musicais com jazz ao vivo ou peças de teatro encenadas diretamente a bordo enquanto o barco navega pelo rio, transformando um passeio comum em um evento cultural à parte.

Flotilha “Radisson Royal”. Interior do restaurante do superiate Radisson Royal, onde são servidos pratos durante o cruzeiro ao longo do Rio Moscou.
Флотилия «Radisson Royal». Блюдо, поданное в ресторане суперяхты Radisson Royal во время прогулки по Москве-реке.
Descrição geral do local.

Como o píer fica em outra região de Moscou, vale reservar um tempo específico numa noite livre da programação do tour para essa visita — é possível chegar de metrô ou táxi, e o passeio costuma durar cerca de uma hora e meia sem paradas.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

13:00 – 23:00

Localização.

Hotel Radisson, Kutuzovsky Prospekt, 2/1, bloco 1, Moscou

Custo médio.

R$ 120 – 360 por pessoa

Observação.

Ingressos 7–10 dias antes

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Excursões em São Petersburgo.

Ordem cronológica.

As visitas abaixo estão organizadas na ordem em que serão realizadas ao longo dos dias da programação, facilitando a visualização do roteiro e a compreensão da lógica da viagem.

Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

Pedro, o Grande, concebeu a nova cidade como uma "janela para a Europa" — uma expressão que significa um ponto por onde a Rússia poderia se relacionar diretamente com os países europeus: comerciar, absorver novas tecnologias, conduzir relações diplomáticas. Isso diferenciava profundamente a nova cidade de Moscou, a antiga capital da Rússia, que ficava longe das rotas marítimas e era vista por muitos na Europa como um país isolado dos processos que aconteciam no continente. Pedro queria que a nova capital ficasse à beira-mar e fosse aberta ao contato direto com o mundo.

A construção avançou num ritmo extremamente rápido: o czar acompanhava pessoalmente muitos detalhes do projeto e convidava arquitetos, engenheiros e mestres de obra vindos de diferentes países europeus — Itália, França, Holanda —, que trouxeram consigo estilos arquitetônicos europeus até então desconhecidos na construção russa. Como resultado, a cidade, desde o início, teve uma aparência bem diferente das cidades russas tradicionais da época — com ruas largas e retas, palácios de pedra e um planejamento urbano regular, ou seja, um traçado de ruas e quarteirões definido previamente, de forma geometricamente organizada.

Já em 1712, menos de dez anos depois da fundação, Pedro, o Grande, transferiu para lá a capital da Rússia, que até então era Moscou — e a cidade permaneceu como capital principal do país por mais de dois séculos, até 1918, quando a capital voltou a ser Moscou, já depois da Revolução de Outubro, um evento de 1917 no qual houve uma mudança de governo na Rússia e foi criado um novo Estado sob o comando do Partido Comunista.

Hoje o centro histórico de São Petersburgo, construído principalmente entre os séculos XVIII e XIX, é reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, a organização internacional responsável por identificar e proteger locais de valor excepcional para toda a humanidade. A cidade é conhecida por sua rede de canais e rios, que a atravessam em diferentes direções — por isso, às vezes, é comparada a Veneza, a cidade italiana também construída sobre a água e famosa por seus canais.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

O Grande Almirantado ergue-se no coração de São Petersburgo, às margens do rio Neva, impressionando por sua escala e elegância. Mais que um edifício monumental, ele marca o nascimento da marinha russa moderna: ali funcionou o primeiro estaleiro da cidade e o centro de comando naval. Sua fachada com colunatas, esculturas e arcos simboliza a união entre arte e poder, enquanto a torre dourada coroada por um pequeno navio tornou-se um dos ícones mais reconhecíveis da cidade.

Do Almirantado partem três das principais avenidas de São Petersburgo — Nevsky, Gorokhovaya e Voznesensky — formando o famoso “tridente do Almirantado”. Estar diante do edifício é estar no ponto de convergência da vida urbana e histórica da cidade. Atualmente abriga o Comando da Marinha da Federação Russa e, embora não seja aberto ao público, sua presença domina o cenário e convida à contemplação ao longo do Neva.

Mais que sede administrativa, o Almirantado é um símbolo da vocação marítima da Rússia. Sua torre dourada visível de vários pontos tornou-se referência e orgulho para os moradores. Para o visitante, representa a harmonia entre arquitetura, história e identidade nacional — um monumento que expressa o espírito naval e a grandeza cultural de São Petersburgo.

O relógio instalado na torre do Almirantado tem uma curiosidade pouco conhecida: ele foi montado de frente para o rio Nevá, e não para a rua principal da cidade. Isso acontecia porque, nos primeiros tempos, era mais comum que autoridades e visitantes importantes chegassem ao prédio de barco do que a pé ou de carruagem — a cidade, cortada por canais e rios, tinha na navegação fluvial um dos principais meios de deslocamento entre pontos importantes.

Durante o Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou isolada por tropas alemãs entre 1941 e 1944, a agulha dourada do Almirantado precisou ser camuflada. Uma equipe de alpinistas subiu até o topo da torre e cobriu o dourado com uma tinta cinza fosca, para que o brilho do metal não servisse como ponto de referência para a artilharia inimiga mirar a cidade durante os bombardeios.

O interior do prédio guarda uma sala conhecida como Salão dos Almirantes Gerais, decorada com retratos de comandantes navais que ocuparam o cargo mais alto da frota russa ao longo dos séculos. O espaço não é aberto ao público em geral, já que o edifício continua em uso administrativo ativo pela Marinha russa, e não funciona como museu.

Ao redor do Almirantado existe hoje um jardim público, aberto para caminhadas, com bancos, árvores e um pequeno chafariz. Esse espaço verde foi criado no século XIX, quando o entorno do prédio deixou de ter função militar e passou a receber tratamento paisagístico, transformando uma área antes reservada e cercada em um ponto de passeio acessível a qualquer morador ou visitante da cidade.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

O jardim se estende em uma faixa estreita ao longo de todo o prédio do Almirantado, separando-o de uma das principais praças da cidade. Essa localização faz do jardim uma continuação natural do roteiro de passeio para turistas que caminham da Praça do Palácio — a praça central de São Petersburgo, descrita em outro cartão — até outros pontos turísticos do centro histórico.

No jardim há vários monumentos dedicados a figuras conhecidas da cultura e da ciência russas, incluindo bustos — representações esculpidas de uma pessoa, limitadas à cabeça e à parte superior do corpo — de escritores e cientistas que viveram no século XIX. Essa decoração era típica dos jardins públicos daquela época: além da função de lazer, os parques frequentemente serviam também como espaço de educação cívica e patriótica para os moradores da cidade.

Uma das características marcantes do jardim são as castanheiras — árvores com folhas grandes e características, e frutos envoltos numa casca espinhosa —, trazidas para a cidade especificamente para o paisagismo e que se adaptaram bem ao clima local, apesar de essa árvore não ser, em geral, uma espécie tradicional da Rússia.

Hoje o jardim continua sendo um dos espaços públicos mais movimentados do centro histórico de São Petersburgo — um local de descanso para os moradores e um ponto quase obrigatório no roteiro dos turistas, já que dali é possível avistar diversos pontos turísticos importantes da cidade ao mesmo tempo: o Almirantado, a Praça do Palácio e a Catedral de Santo Isaac, também descrita em outro cartão desta coleção.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

A obra foi realizada pelo escultor francês Étienne Maurice Falconet, convidado especialmente por Catarina II para vir da França. O escultor trabalhou no projeto por doze anos — muito mais tempo do que estava previsto inicialmente —, buscando fazer com que o cavalo parecesse ao mesmo tempo em movimento e estável, apesar de toda a escultura se apoiar em apenas três pontos: as duas patas traseiras do cavalo e sua cauda.

O pedestal — ou seja, a base sobre a qual a escultura está apoiada — é um único bloco de granito com mais de 1.600 toneladas, encontrado nas proximidades de São Petersburgo. O transporte dessa pedra até o local de instalação se tornou, por si só, um desafio de engenharia: o bloco foi movido ao longo de vários meses, primeiro sobre trilhos especialmente construídos, com esferas de cobre que rolavam dentro de calhas, e depois pela água, a bordo de uma balsa, uma embarcação de carga de fundo chato.

Sob as patas dianteiras do cavalo, o escultor colocou uma serpente — um símbolo geralmente interpretado como representação dos obstáculos e inimigos vencidos por Pedro, o Grande, no caminho de suas reformas. A figura do imperador, por sua vez, não está vestida com o uniforme militar de sua época, mas com trajes soltos que lembram vestimentas da Antiguidade, ou seja, características da Grécia e da Roma antigas — um recurso usado para sugerir uma grandeza não presa a um momento específico, mas histórica e atemporal.

O monumento sobreviveu ao Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou cercada por tropas alemãs entre 1941 e 1944. Durante o cerco, a estátua foi coberta com sacos de areia e painéis de madeira, para protegê-la de possíveis danos causados por bombardeios de artilharia, e o monumento de fato resistiu, ao contrário de muitas outras construções da cidade, seriamente danificadas naquele período.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

A cúpula da catedral, ou seja, seu teto arredondado, é revestida com ouro de verdade — mais precisamente, uma fina camada de folha de ouro aplicada sobre placas de cobre. Foram usados mais de 100 quilos de ouro puro na douração da cúpula, e a técnica utilizada — chamada douração a fogo — era tão tóxica para os trabalhadores, por causa dos vapores de mercúrio usados no processo, que, depois da conclusão da catedral, essa técnica foi completamente proibida na Rússia.

As paredes e colunas da catedral são revestidas com mármore colorido e outras pedras decorativas, trazidas de diferentes regiões da Rússia e de outros países, incluindo malaquita e lápis-lazúli — pedras ornamentais preciosas de cor verde e azul intensas, respectivamente. Apenas uma coluna podia levar vários anos de trabalho de artesãos especializados em lapidação de pedra, e o peso total do edifício, segundo algumas estimativas, ultrapassa 300 mil toneladas — por isso, foi necessário reforçar de forma especial o solo sob a fundação, já que o terreno de São Petersburgo, como explicado no cartão sobre a própria cidade, é majoritariamente pantanoso e instável.

A decoração interna da catedral inclui ícones em mosaico — imagens feitas com pequenos fragmentos de vidro ou pedra colorida —, usados no lugar da pintura mural comum, porque o clima úmido e frio de São Petersburgo destruía rapidamente os afrescos feitos com tinta a óleo. Alguns painéis de mosaico maiores levaram até dez anos de trabalho de artesãos, cada um treinado para reproduzir com precisão a pintura original usando milhares de pequenos fragmentos coloridos.

A catedral também é decorada com enormes portas de bronze com cenas bíblicas em relevo, fundidas seguindo o modelo das famosas portas do batistério de Florença, na Itália — ou seja, o edifício onde, na tradição cristã, é realizado o batismo. Cada porta pesa mais de 20 toneladas, e sua criação levou cerca de vinte anos de trabalho de escultores e fundidores.

Durante o Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou cercada por tropas alemãs entre 1941 e 1944, a cúpula da catedral foi pintada de cinza como camuflagem, para que seu brilho dourado não servisse de referência para a artilharia inimiga durante os bombardeios. Nos porões da catedral, guardavam-se, nesse período, peças valiosas de museus retiradas de outros prédios da cidade para protegê-las dos ataques aéreos.

Durante a era soviética, quando o governo comunista então no poder promovia uma política de ateísmo estatal, os cultos religiosos na catedral foram interrompidos, e o edifício foi transformado em museu — instalou-se, inclusive, um pêndulo gigante sob a cúpula, usado para demonstrar visualmente a rotação da Terra, transformando o prédio numa ferramenta de propaganda científica e antirreligiosa. Hoje a catedral mantém seu status de museu, mas volta a receber cultos ortodoxos em datas religiosas, e do mirante na colunata — uma galeria aberta com colunas que contorna a cúpula por fora — é possível ver um panorama de todo o centro histórico de São Petersburgo.

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No centro da praça se ergue a Coluna Alexandrina, um monumento de granito com mais de 47 metros de altura, instalado em 1834 em homenagem à vitória da Rússia sobre o exército do imperador francês Napoleão Bonaparte na guerra de 1812. A coluna se mantém sobre o pedestal apenas pelo próprio peso, sem qualquer elemento de fixação que a prenda à base — uma solução de engenharia considerada, na época, tão arriscada que o arquiteto responsável pela instalação supostamente ia todos os dias até um ponto distante da praça só para conferir se a coluna ainda estava de pé.

A praça é cercada pelo edifício do Estado-Maior General, antigo centro de comando militar do Império Russo, ligado por um arco gigantesco decorado com uma quadriga — uma antiga carruagem puxada por cavalos —, conduzida pela deusa da vitória. Essa composição associava simbolicamente as conquistas militares do Estado ao poder imperial, cuja residência ficava bem em frente, do outro lado da praça.

Em janeiro de 1905, essa praça foi palco de um evento que entrou para a história como Domingo Sangrento: uma marcha pacífica de trabalhadores, que caminhavam até o Palácio de Inverno para entregar uma petição ao imperador Nicolau II, foi atacada a tiros por tropas do governo, matando dezenas — e, segundo algumas estimativas, centenas — de pessoas. Esse episódio se tornou um dos principais fatores que impulsionaram as convulsões revolucionárias que se seguiriam no país.

Em outubro de 1917, foi justamente nessa praça e dentro do próprio Palácio de Inverno que aconteceram os eventos decisivos da Revolução de Outubro — uma insurreição armada que derrubou o governo provisório da Rússia e levou ao poder o partido comunista, liderado por Vladimir Lênin, que mais tarde fundaria a União Soviética, um Estado que existiu entre 1922 e 1991.

Durante a era soviética, a praça se tornou o principal palco de festividades estatais e desfiles militares — apresentações solenes de tropas e equipamentos militares — além de manifestações, ou seja, marchas em massa de cidadãos em apoio às políticas oficiais do governo. Muitos desses eventos eram transmitidos pela televisão para todo o país, como símbolo de força e unidade do Estado.

Hoje a Praça do Palácio continua sendo o principal espaço público de São Petersburgo: ali acontecem festas da cidade, shows ao ar livre e celebrações, incluindo a tradicional festa de formatura "Velas Escarlate", que recebeu esse nome em homenagem ao romance de mesmo título do escritor russo Aleksandr Grin — e turistas visitam o local para ver, reunidos num único conjunto arquitetônico, a Coluna Alexandrina, o Palácio de Inverno e o edifício do Estado-Maior General.

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O acervo total do museu reúne mais de três milhões de peças — pinturas, esculturas, achados arqueológicos, joias e objetos de arte decorativa, ou seja, itens de uso prático trabalhados artisticamente, como móveis ou louças. Apenas uma pequena parte dessa coleção fica exposta ao mesmo tempo, já que é fisicamente impossível expor todos os itens simultaneamente nas salas; o restante fica guardado em depósitos — espaços especiais de armazenamento de itens de museu, não destinados à exibição contínua ao público.

O prédio do Palácio de Inverno em si foi construído em meados do século XVIII pelo arquiteto italiano Bartolomeo Rastrelli, a pedido da imperatriz Isabel Petrovna. O palácio foi feito no estilo barroco — uma corrente arquitetônica exuberante e ricamente decorada, difundida na Europa dos séculos XVII e XVIII —, e suas fachadas são pintadas num característico verde-turquesa, com detalhes decorativos em branco e dourado.

O acervo do museu inclui obras de alguns dos maiores artistas da história mundial: no Hermitage estão guardadas pinturas de Leonardo da Vinci, Rembrandt, Rafael, Michelangelo e Peter Paul Rubens — mestres do Renascimento e dos séculos seguintes, cujas obras hoje são consideradas entre as mais valiosas da história da pintura. Entre as peças mais famosas está "A Madona Litta", uma das poucas pinturas de Leonardo da Vinci reconhecidas como autênticas que sobreviveram até hoje.

Além da arte europeia, o museu apresenta amplas coleções arqueológicas, incluindo achados de túmulos citas — antigos montes funerários de um povo nômade que habitava territórios da atual Rússia e países vizinhos há mais de dois mil anos. Entre esses achados estão joias de ouro e objetos do cotidiano, produzidos com uma habilidade artesanal excepcional, apesar do modo de vida nômade de seus criadores.

Durante o Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou cercada por tropas alemãs entre 1941 e 1944, uma parte significativa do acervo do museu foi evacuada para o interior do país, para proteger as obras de arte de uma possível destruição durante os bombardeios. Os funcionários que permaneceram na cidade sitiada, em condições extremamente difíceis, incluindo uma fome generalizada, continuaram cuidando das peças que restaram e chegaram até a conduzir visitas guiadas dentro do museu, apesar da falta de aquecimento e do perigo constante de ataques.

Hoje o museu utiliza gatos — animais domésticos comuns — para proteger os depósitos contra roedores, ou seja, ratos e camundongos capazes de danificar as peças do acervo. Essa tradição remonta à época dos imperadores: os primeiros gatos foram trazidos ao palácio no século XVIII especificamente para essa função, e desde então os animais são oficialmente considerados parte da equipe do museu, recebendo alimentação e cuidados veterinários como os demais funcionários da instituição.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

O projeto foi criado pelo arquiteto Andrei Voronikhin, um ex-servo — isto é, uma pessoa que juridicamente pertencia a um proprietário de terras de origem nobre e não tinha o direito de decidir livremente sobre a própria vida. Voronikhin recebeu educação graças a seu senhor, o conde Aleksandr Stróganov, e depois obteve a liberdade formal, isto é, foi oficialmente libertado da servidão, tornando-se um dos arquitetos mais requisitados da Rússia de sua época.

A construção da catedral foi feita exclusivamente por artesãos russos e com materiais extraídos dentro do próprio país — uma decisão deliberada do imperador Paulo I, que queria provar que a Rússia era capaz de erguer um edifício monumental em nível europeu sem recorrer a especialistas estrangeiros, geralmente convidados para projetos de grande porte como esse.

Depois da vitória da Rússia sobre o exército do imperador francês Napoleão Bonaparte na guerra de 1812, a catedral passou a ser vista como um monumento a essa vitória. Ali está sepultado o marechal-de-campo Mikhail Kutúzov — comandante-chefe do exército russo naquela guerra —, e dentro do templo estão guardadas bandeiras capturadas do inimigo e chaves de cidades tomadas pelas tropas russas do exército francês em retirada.

A decoração interna da catedral inclui 56 colunas de granito rosa, cada uma esculpida de um único bloco de pedra, e não montada a partir de blocos separados — um desafio técnico considerável para o início do século XIX. O piso da catedral é revestido com mosaico — um padrão feito de pequenos fragmentos de pedra —, incluindo minerais raros trazidos dos Urais, uma região montanhosa da Rússia rica em diferentes tipos de recursos minerais.

Durante a era soviética, quando o governo comunista então no poder promovia uma política de ateísmo estatal, a catedral foi fechada para cultos e transformada no Museu de História da Religião e do Ateísmo — uma instituição em que os visitantes recebiam explicações, sob uma perspectiva antirreligiosa, sobre a origem e, segundo a ideologia oficial da época, a falsidade de diferentes crenças religiosas. Esse tipo de uso de um antigo templo fazia parte de uma prática mais ampla do governo daquele período.

Os cultos ortodoxos regulares só foram retomados na catedral nos anos 1990, já depois do fim da União Soviética, o Estado que existiu entre 1922 e 1991. Hoje a Catedral de Kazan funciona simultaneamente como templo em atividade e como um dos principais pontos turísticos arquitetônicos da Avenida Nevsky, a rua mais famosa e movimentada de São Petersburgo, descrita em outro cartão desta coleção.

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Um trecho do calçamento de paralelepípedos — isto é, o revestimento de rua feito com pedras arredondadas — com o local exato onde o imperador foi ferido foi preservado dentro do próprio edifício, sob um dossel especial, uma cobertura decorativa sustentada por quatro colunas, como uma relíquia memorial. É um caso raro em que os arquitetos literalmente incorporaram o local real da tragédia dentro das paredes do templo que estava sendo construído, em vez de apenas instalar uma placa comemorativa ao lado.

O estilo arquitetônico da igreja foi propositalmente diferente das demais construções de São Petersburgo, majoritariamente marcadas por tradições europeias. O edifício foi projetado no estilo russo, lembrando as catedrais de Moscou dos séculos XVI e XVII, com cúpulas coloridas em formato de cebola — as mesmas encontradas na Catedral de São Basílio, em Moscou, descrita em outro cartão desta coleção. Essa escolha de estilo tinha a intenção de reforçar a ligação do novo templo com as tradições nacionais, em contraste com a arquitetura europeia predominante na própria São Petersburgo.

A decoração interna da igreja é composta quase inteiramente por mosaicos — imagens feitas com pequenos fragmentos de vidro ou pedra colorida —, em vez da pintura mural comum. A área total coberta por mosaicos ultrapassa 7.000 metros quadrados, o que torna essa coleção uma das maiores desse tipo em toda a Europa. Dezenas de artistas trabalharam na criação dos mosaicos ao longo de quase vinte anos.

Em 1917, depois da Revolução de Outubro — um evento que provocou uma mudança de governo na Rússia e levou à criação de um novo Estado sob o comando do partido comunista —, a igreja perdeu seu financiamento e foi gradualmente entrando em decadência. Durante a era soviética, quando o governo então no poder promovia uma política de ateísmo estatal, o edifício foi usado para fins não religiosos: em diferentes períodos, funcionou como depósito, necrotério — ou seja, um local para guardar temporariamente corpos de pessoas falecidas — e armazém de cenários de um teatro próximo.

Durante o Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou cercada por tropas alemãs entre 1941 e 1944, o edifício da igreja foi usado para armazenar batatas, o que fez com que ganhasse, de forma popular e bem-humorada, o apelido de "Salvador das Batatas" — uma referência irônica ao nome oficial do templo, em homenagem a seu uso temporário e nada religioso.

A restauração da igreja levou cerca de vinte e sete anos e só terminou em 1997, já depois do fim da União Soviética, o Estado que existiu entre 1922 e 1991. Hoje o Spas na Krovi funciona como museu, e não como uma igreja paroquial em atividade: não há cultos religiosos regulares ali, mas o edifício continua sendo um dos principais pontos turísticos de São Petersburgo, reconhecível por suas cúpulas coloridas e vibrantes, que contrastam fortemente com a arquitetura europeia sóbria dos bairros ao redor.

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Viagens em grupo. Agência de Viagens Thais Tours.

Ao todo, foram feitos 50 ovos de Páscoa para a família imperial, cada um levando cerca de um ano de trabalho minucioso dos artesãos. Dentro de cada ovo havia uma surpresa escondida — um pequeno objeto mecânico ou decorativo, muitas vezes movido por um mecanismo de corda oculto, isto é, um dispositivo acionado manualmente por uma mola que é enrolada, sem uso de eletricidade. Por exemplo, dentro de um dos ovos há um trenzinho funcional em miniatura, e dentro de outro, uma réplica em miniatura do palácio imperial.

Depois da revolução de 1917, que provocou uma mudança de governo na Rússia e encerrou a monarquia no país, o novo governo soviético passou a ver as joias imperiais principalmente como uma fonte de moeda estrangeira. Boa parte da coleção Fabergé foi vendida no exterior nas décadas de 1920 e 1930, o que fez com que muitos dos ovos hoje estejam espalhados por coleções particulares e museus de diferentes países, e sua localização exata ficou desconhecida por muito tempo.

O museu no Palácio Shuvalov pertence ao empresário russo Viktor Vekselberg, que ao longo de várias décadas comprou de forma deliberada peças da Fabergé em leilões internacionais — vendas públicas em que os objetos vão para quem oferece o maior preço —, buscando trazer de volta à Rússia o máximo possível de itens imperiais perdidos no exterior.

O acervo do museu guarda nove dos cinquenta ovos de Páscoa imperiais — a maior coleção do mundo desse tipo de peça, depois do que permanece na própria Rússia, em museus estatais. Além dos ovos, a exposição reúne outras joias da Casa de Fabergé: talheres de prata, adornos, objetos decorativos e porta-retratos, que mostram a habilidade e a variedade da produção dessa joalheria.

Alguns dos ovos imperiais perdidos ainda são considerados desaparecidos até hoje, e sua localização é desconhecida até mesmo para colecionadores e pesquisadores especializados. Em 2014, um desses ovos, havia muito tempo dado como perdido, foi encontrado por acaso num mercado de pulgas — um local de venda de rua de objetos usados — por um comerciante americano de sucata, que comprou a peça por um preço muito abaixo de seu verdadeiro valor, já que não sabia de sua origem.

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O palácio foi construído no estilo barroco — uma corrente arquitetônica exuberante e ricamente decorada, difundida na Europa dos séculos XVII e XVIII. A fachada do edifício é pintada num azul vibrante, com colunas brancas e detalhes decorativos dourados, e seu comprimento total ultrapassa 300 metros, o que faz dele um dos edifícios palacianos mais extensos da Rússia.

O cômodo mais famoso do palácio é a Sala de Âmbar, cujas paredes eram totalmente revestidas de âmbar — resina fossilizada de árvores coníferas que, ao longo de milhões de anos, adquire dureza e um tom característico entre o amarelo-mel e o marrom. Os painéis de âmbar originais foram feitos no início do século XVIII por artesãos alemães e presenteados ao imperador russo Pedro, o Grande, como um gesto diplomático do rei da Prússia, governante de um Estado alemão vizinho.

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemãs ocuparam, ou seja, tomaram à força militar, o território de Tsarskoye Selo em 1941, os soldados desmontaram completamente a Sala de Âmbar e a levaram para a Alemanha. Desde então, o destino dos painéis originais de âmbar permanece desconhecido: eles foram procurados por décadas, dezenas de teorias surgiram sobre seu possível paradeiro, incluindo hipóteses de que a sala teria sido destruída em bombardeios ou escondida em túneis subterrâneos, mas nenhuma resposta definitiva jamais foi encontrada.

Como não foi possível localizar o original, em 1979 artesãos russos começaram a reconstruir a Sala de Âmbar do zero, usando fotografias e descrições antigas como referência. O trabalho levou mais de vinte anos e só terminou em 2003 — a sala recriada hoje é praticamente idêntica ao original perdido, embora seja tecnicamente uma obra de arte totalmente nova, e não um item original restaurado.

Além da Sala de Âmbar, o palácio conserva outros salões luxuosamente decorados, incluindo o Grande Salão — o principal espaço cerimonial do palácio, destinado a recepções solenes e bailes, isto é, noites de festa dedicadas à dança entre a nobreza. As paredes e tetos desse salão são decorados com talhas de madeira douradas e numerosos espelhos, que ampliam visualmente o já espaçoso ambiente.

Ao redor do palácio se estende o Parque Catarina — um extenso território com lagos, pavilhões, ou seja, pequenas construções decorativas, e alamedas, projetado em dois estilos diferentes: o regular, isto é, estritamente geométrico, com linhas retas e simetria, mais próximo do palácio, e o paisagístico, que imita a natureza selvagem em seu estado natural, nas partes mais distantes do parque.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o próprio palácio também sofreu sérios danos por causa dos combates e dos incêndios que se seguiram: uma parte significativa do edifício foi destruída, e por muito tempo as autoridades do pós-guerra chegaram a considerar seriamente a demolição total das ruínas restantes, em vez de restaurá-las. Essa decisão acabou sendo descartada, e a restauração do palácio continua, por partes, até hoje, oito décadas depois do fim da guerra.

Hoje o Palácio de Catarina funciona como museu e continua sendo um dos palácios de subúrbio mais visitados da Rússia, atraindo turistas não só pela beleza do próprio edifício e do parque, mas também pela história da Sala de Âmbar — um raro exemplo de uma obra de arte perdida que conseguiu ser recriada de forma praticamente idêntica mais de meio século depois de seu desaparecimento.

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No centro da Grande Cascata está uma escultura que representa o herói bíblico Sansão rasgando a boca de um leão — a cena simboliza, de forma indireta, a vitória da Rússia sobre a Suécia, país vizinho contra o qual a Rússia travou uma longa guerra pelo acesso ao Mar Báltico: o leão era um dos elementos do brasão da Suécia, ou seja, o símbolo oficial do Estado sueco. Da boca do leão jorra o jato de água mais alto de todo o complexo, alcançando mais de 20 metros de altura.

Ao todo, o território de Peterhof reúne mais de 150 fontes e cascatas separadas, ou seja, quedas d'água em degraus que escorrem por saliências decorativas. A particularidade desse sistema é que ele funciona completamente sem bombas — dispositivos mecânicos que impulsionam a água usando eletricidade ou outra fonte de energia externa. Em vez disso, a água chega às fontes exclusivamente pela força da gravidade: ela vem de nascentes naturais e lagos localizados num terreno elevado, a alguns quilômetros do palácio, e desce depois por gravidade, isto é, pelo próprio peso, através de canais construídos especialmente até o complexo.

Pedro, o Grande, concebeu Peterhof como a resposta russa a Versalhes — a famosa residência de campo dos reis franceses perto de Paris, considerada na época o principal modelo de arquitetura de palácios e jardins na Europa. O czar visitou Versalhes pessoalmente durante uma viagem por países europeus e, ao voltar para a Rússia, decidiu criar seu próprio complexo, capaz de superar o original francês em escala e espetacularidade.

Além da Grande Cascata, o terreno de Peterhof abriga vários palácios e pavilhões separados, ou seja, pequenas construções decorativas, incluindo o Palácio Monplaisir — a residência particular do próprio Pedro, o Grande, decorada de forma muito mais simples e acolhedora do que os salões cerimoniais do palácio principal, já que o czar preferia receber pessoas próximas ali, num ambiente informal, em vez de realizar recepções oficiais solenes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemãs ocuparam, ou seja, tomaram à força militar, o território de Peterhof em 1941, o complexo sofreu sérios danos: muitas esculturas foram roubadas ou derretidas, e os próprios palácios foram bastante prejudicados por incêndios e bombardeios. A reconstrução de Peterhof depois da guerra levou décadas, e parte das esculturas perdidas, incluindo a figura central de Sansão, precisou ser recriada do zero, com base em fotografias e documentos anteriores à guerra.

Hoje Peterhof continua sendo um dos complexos de subúrbio mais visitados da Rússia, e as fontes são ligadas seguindo um calendário rigoroso todo ano, geralmente do fim da primavera ao início do outono, já que no inverno o sistema precisa ser desligado: o frio torna inviável o funcionamento das fontes, e a água nos canos poderia congelar e danificar todo o sistema.

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Uma das características marcantes do jardim são os caminhos sinuosos e os lagos dispostos de forma pitoresca, projetados para criar, em quem passeia, a sensação de uma paisagem natural e intocada — embora, na realidade, todo o parque tenha sido cuidadosamente planejado nos mínimos detalhes, incluindo a posição exata de cada árvore e a curva de cada caminho.

Do lado da margem do rio Moika, um dos rios que cortam o centro histórico de São Petersburgo, o jardim é separado por uma grade de ferro forjado — uma cerca decorativa feita de barras de metal unidas em padrões ornamentais. Essa grade também foi projetada pelo arquiteto Carlo Rossi, e é considerada um dos exemplos mais refinados de trabalho em ferro forjado, ou seja, a técnica de moldar metal por martelamento, na cidade.

O Museu Russo, instalado no palácio, é a maior coleção do mundo dedicada especificamente à arte russa, diferente do Hermitage, descrito em outro cartão desta coleção: aquele acervo está concentrado principalmente na arte europeia e mundial em geral. O acervo do Museu Russo reúne obras de todos os principais artistas russos ao longo de vários séculos, desde ícones antigos, ou seja, imagens religiosas, até pinturas do início do século XX.

Durante a era soviética, quando existia no país um sistema único de gestão estatal da cultura, o jardim foi reformado várias vezes — ou seja, reconstruído e atualizado —, alterando parcialmente o planejamento original concebido por Carlo Rossi. Alguns elementos decorativos foram perdidos, e certas áreas do jardim passaram a ter uma função mais prática e menos paisagística, adaptada às necessidades da época soviética.

Uma ampla restauração do jardim, ou seja, um trabalho de recuperação de sua aparência histórica, aconteceu já nos anos 2000, quando especialistas buscaram devolver ao parque uma composição o mais próxima possível do projeto original do arquiteto do século XIX, incluindo a recuperação de alguns elementos perdidos de paisagismo e construções do jardim.

Hoje o Jardim Mikhailovsky continua sendo um dos espaços públicos mais tranquilos e pitorescos do centro de São Petersburgo — e a visita ao jardim em si, diferente da visita ao museu dentro do palácio, é totalmente gratuita e está disponível durante todo o horário de funcionamento do parque.

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A construção levou cerca de quatro anos, e Paulo I pessoalmente pressionava os trabalhadores, exigindo que a obra fosse concluída o mais rápido possível — acredita-se que ele pressentia sua morte iminente e queria se mudar para a nova residência, a mais protegida possível, antes que algo irreparável acontecesse. No fim, o castelo foi construído num prazo recorde para a época, sacrificando, em parte, a qualidade de algumas obras em nome da velocidade.

Todas as precauções não foram suficientes para salvar o imperador: apesar do fosso, das pontes e da guarda reforçada, Paulo I foi assassinado dentro do próprio quarto, apenas quarenta dias depois de se mudar para a nova residência, como resultado de uma conspiração de oficiais próximos a ele — participantes de um complô secreto cujo objetivo era afastar o imperador do poder. Os conspiradores entraram no castelo na noite de 12 de março de 1801 e estrangularam Paulo I no próprio quarto, o mesmo cômodo que deveria ser o lugar mais seguro de toda a Rússia.

Depois da morte de Paulo I, a família imperial deixou o castelo quase imediatamente, sem querer viver no edifício onde ocorrera o assassinato. A residência, construída para ser a principal fortaleza do governante, funcionou como moradia imperial por apenas quarenta dias — e nunca mais voltou a ser usada para seu propósito original.

Duas décadas depois desses eventos, em 1823, o prédio passou a abrigar uma escola militar de engenharia, da qual o castelo herdou seu segundo nome, hoje mais conhecido: Castelo dos Engenheiros. Entre os formados nessa escola estava o escritor russo Fiódor Dostoiévski, autor de romances mundialmente famosos, incluindo "Crime e Castigo", que estudou ali na década de 1830, muito antes de iniciar sua carreira literária.

A aparência arquitetônica do castelo é incomum para São Petersburgo: o edifício é pintado num tom laranja-rosado bem característico, que, segundo uma das versões da história, foi escolhido em homenagem à luva de uma favorita do imperador — ou seja, uma mulher que gozava de especial predileção dele —, deixada cair por ela num baile e vista por acaso por Paulo I, que definiu a partir dela o tom da futura pintura do edifício.

Hoje o Castelo Mikhailovsky faz parte do Museu Russo, descrito em outro cartão desta coleção, junto com o vizinho Jardim Mikhailovsky. Dentro dele funciona uma exposição dedicada tanto à história do próprio edifício e ao destino trágico de Paulo I quanto à pintura de retratos do acervo do Museu Russo.

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Ganhou fama especial a grade de ferro fundido voltada para o rio Nevá, produzida entre 1770 e 1780 — uma grade fina e elegante, apoiada em pilares de granito, que se tornou um exemplo tão célebre de trabalho decorativo em ferro forjado, ou seja, a técnica de moldar metal artisticamente por martelamento, que já no século XIX viajantes estrangeiros vinham especialmente a São Petersburgo para ver essa grade, ao lado das demais principais atrações da cidade.

O jardim preserva dezenas de estátuas de mármore dos séculos XVII e XVIII, a maioria representando personagens da mitologia da Antiguidade — antigos deuses e heróis gregos e romanos. Todo inverno, as estátuas são cobertas com caixas de madeira e capas costuradas especialmente para proteger o mármore do frio e das chuvas, já que essa pedra é um material bastante frágil, que resiste mal a mudanças bruscas de temperatura e à umidade constante, típica do clima de São Petersburgo.

Uma das construções mais marcantes do jardim é o pavilhão "Casa de Chá", uma pequena construção decorativa do século XIX, além do Palácio de Verão de Pedro, o Grande, situado nas proximidades — sua residência particular, preservada até hoje quase em seu formato original, sendo um dos poucos edifícios autênticos, não reconstruídos, da época de Pedro que restam na cidade.

O traçado do jardim mudou ao longo dos séculos: uma grande enchente em 1777, ou seja, uma subida catastrófica do nível da água do rio que inundou boa parte do parque, destruiu muitos elementos originais da época de Pedro, incluindo fontes que depois nunca foram totalmente reconstruídas em sua forma original.

Durante a era soviética, quando existia no país um sistema único de gestão estatal da cultura, o jardim permaneceu aberto ao público em geral como um parque urbano comum, embora alguns elementos históricos de paisagismo — ou seja, do planejamento e da decoração do terreno — tenham sido, com o tempo, perdidos ou alterados conforme as ideias da época sobre urbanização.

Uma ampla restauração do jardim, concluída em 2012, provocou reações divididas entre os moradores da cidade: parte dos especialistas e dos habitantes comuns de São Petersburgo considerou a nova vegetação e os elementos recuperados excessivamente arrumados e "artificiais" — ou seja, com aparência nova demais, pouco autêntica —, em contraste com o visual mais natural e levemente desgastado ao qual estavam acostumados nas décadas anteriores.

Hoje o Jardim de Verão continua sendo um dos lugares de lazer preferidos pelos moradores de São Petersburgo, especialmente na estação quente, e ao mesmo tempo um ponto quase obrigatório nos roteiros turísticos, graças à combinação de esculturas históricas, à famosa grade e à proximidade com outras atrações do centro da cidade, incluindo o Campo de Marte e o Jardim Mikhailovsky, descritos em outros cartões desta coleção.

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Aos poucos, a partir do século XVIII, começaram a surgir ao redor do campo monumentos isolados em homenagem a generais russos de destaque — comandantes militares que lideraram o exército em grandes batalhas —, o que transformou a praça de um espaço puramente funcional de reuniões militares em um lugar com significado memorial, isto é, dedicado à lembrança.

A função do campo mudou radicalmente depois da Revolução de Fevereiro de 1917 — o primeiro de dois eventos revolucionários daquele ano na Rússia, que derrubou a monarquia e transferiu o poder para um governo provisório. No Campo de Marte foram enterrados os mortos nos confrontos revolucionários, e mais tarde ali também passaram a existir sepulturas de vítimas da Revolução de Outubro que se seguiu e da Guerra Civil — um conflito armado entre diferentes forças políticas do país, que durou vários anos depois de 1917.

Em 1957, já na era soviética, foi acesa no Campo de Marte uma chama eterna — um fogo mantido aceso ininterruptamente, como símbolo de memória permanente aos mortos. Foi a primeira chama eterna acesa na União Soviética, o Estado que existiu entre 1922 e 1991, e foi a partir dela, segundo a versão oficial, que depois se acendeu a chama do Túmulo do Soldado Desconhecido em Moscou, junto às muralhas do Kremlin, descrita em outro cartão desta coleção.

O desenho arquitetônico do campo inclui um traçado regular — ou seja, uma disposição de caminhos e gramados planejada previamente, de forma geometricamente organizada —, definido na década de 1920, quando o terreno foi finalmente urbanizado e transformado num espaço que combina, ao mesmo tempo, funções de parque e de memorial.

Apesar da história trágica ligada a este lugar, hoje o Campo de Marte é visto pelos moradores da cidade mais como um espaço urbano comum, de passeio e lazer, do que como um local de luto — famílias com crianças caminham pelos gramados, e o próprio traçado aberto e espaçoso do campo o torna um local conveniente para a realização de eventos e celebrações da cidade.

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Apesar de sua função militar, a fortaleza nunca precisou, em toda sua história, participar diretamente de combates — nenhum exército inimigo chegou perto o suficiente de São Petersburgo para atacar as fortificações. Assim, desde o início, a fortaleza cumpriu uma função mais dissuasória e simbólica, demonstrando o poder militar da jovem cidade, do que realmente sendo usada para seu propósito de combate direto.

A construção central da fortaleza é a Catedral de Pedro e Paulo, erguida no início do século XVIII segundo o projeto do arquiteto Domenico Trezzini, convidado especialmente da Suíça. A catedral é encimada por uma agulha dourada com mais de 122 metros de altura, que por muito tempo permaneceu a estrutura mais alta de São Petersburgo e uma das mais altas de toda a Rússia daquele período.

Dentro da catedral fica o mausoléu — o local de sepultamento — da maioria dos imperadores russos, começando pelo próprio Pedro, o Grande, e terminando com o último imperador, Nicolau II, cujos restos mortais, junto com os de membros de sua família, foram reenterrados ali apenas em 1998, oitenta anos depois de sua morte em 1918, quando a família foi fuzilada por ordem das novas autoridades soviéticas durante a Guerra Civil — um conflito armado entre diferentes forças políticas do país, que se seguiu à revolução de 1917.

Além das funções defensiva e religiosa, a fortaleza também foi usada, a partir do século XVIII, como prisão política — um local de detenção de pessoas cujas ideias ou ações eram consideradas perigosas pelo governo para o Estado. Entre seus prisioneiros estiveram o escritor Fiódor Dostoiévski, mais tarde autor de romances mundialmente famosos, incluindo "Crime e Castigo", além do próprio filho de Pedro, o Grande, o czarevich Alekséi, acusado de conspirar contra o pai e que morreu na prisão em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas pelos historiadores.

Uma das torres da fortaleza, o Bastião Narichkin, é conhecida por uma tradição antiga: exatamente ao meio-dia, todos os dias, um tiro de canhão é disparado dali. A tradição remonta ao século XVIII, quando o disparo do canhão era usado como sinal preciso para acertar os relógios em toda a cidade, já que não existia, na época, um sistema unificado de hora exata acessível a todos os moradores. A tradição foi interrompida apenas por algumas décadas durante a era soviética, mas depois foi retomada, e hoje o tiro do meio-dia continua sendo uma das tradições urbanas mais conhecidas, atraindo turistas especialmente para esse horário.

As muralhas da fortaleza são cercadas por uma praia de areia ao longo da margem do rio Nevá, que se tornou um local informal de lazer para os moradores durante a estação quente — embora a água do rio em São Petersburgo raramente esteja quente o suficiente para um banho confortável, os moradores locais tradicionalmente usam essa praia para tomar sol e dar mergulhos rápidos durante o curto verão nórdico.

Durante o Cerco de Leningrado, um episódio da Segunda Guerra Mundial em que a cidade, então chamada Leningrado, ficou cercada por tropas alemãs entre 1941 e 1944, a agulha dourada da catedral, assim como a cúpula da Catedral de Santo Isaac, descrita em outro cartão desta coleção, foi pintada com tinta de camuflagem, para que o brilho do metal não servisse de referência para a artilharia inimiga durante os bombardeios da cidade.

Hoje a Fortaleza de Pedro e Paulo funciona como um complexo de museus, parte do Museu Estatal de História de São Petersburgo, e continua sendo um dos principais pontos turísticos da cidade — o lugar de onde, literalmente, toda a cidade começou a se espalhar ao seu redor ao longo dos três séculos seguintes.

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Para a nova proprietária da ilha, o arquiteto Carlo Rossi — o mesmo mestre que projetou a grade do Jardim Mikhailovsky, descrito em outro cartão desta coleção — construiu o Palácio Yelagin, uma residência de verão, ou seja, o local oficial de moradia sazonal da família imperial durante a estação quente. O palácio foi feito no estilo classicista — uma corrente arquitetônica voltada para proporções rígidas e simetria, características da arquitetura da Grécia e da Roma antigas, em contraste com o estilo barroco mais exuberante e ornamentado, predominante no século anterior.

Além do palácio principal, Rossi projetou na ilha várias construções auxiliares, incluindo um prédio de cozinha e estufas — espaços fechados com vidro para o cultivo de plantas que precisam de um clima mais quente do que permitem os invernos rigorosos de São Petersburgo. Todo o complexo de construções foi criado como um conjunto arquitetônico único, planejado até os mínimos detalhes do paisagismo.

Ao redor do palácio se estende um amplo parque paisagístico — uma corrente da arquitetura de jardins que imita a natureza selvagem em seu estado natural, em contraste com o estilo regular anterior, de linhas geométricas retas. O parque inclui vários lagos ligados por canais, e é considerado um dos cantos mais verdes e tranquilos de São Petersburgo, afastado da área densamente construída do centro histórico.

Depois da revolução de 1917, que provocou uma mudança de governo na Rússia e encerrou a monarquia no país, a ilha e o palácio foram nacionalizados — ou seja, passaram a pertencer ao novo Estado soviético — e, em diferentes períodos da história soviética, foram usados para diversas finalidades públicas, incluindo a instalação de um museu e de uma casa de repouso para trabalhadores, ou seja, uma instituição onde cidadãos soviéticos comuns podiam passar férias custeadas pelo Estado ou por um sindicato.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha sofreu sérios danos: boa parte das construções históricas foi danificada ou destruída durante os combates e o Cerco de Leningrado, descrito em outros cartões desta coleção. A reconstrução do complexo levou muitos anos e avançou aos poucos ao longo de várias décadas depois da guerra.

Uma ampla restauração do Palácio Yelagin e de toda a ilha, ou seja, um trabalho de recuperação da aparência histórica original, só terminou nos anos 2010, quando especialistas buscaram recriar com a maior fidelidade possível os interiores e a composição do parque concebidos pelo arquiteto Carlo Rossi no início do século XIX.

Hoje a Ilha Yelagin funciona como um parque de cultura e lazer, aberto gratuitamente a todos os moradores e turistas, e o próprio palácio opera como um centro de museu e exposições, onde acontecem mostras temporárias — um caso raro em que uma antiga residência imperial se tornou um espaço público totalmente acessível, e não um museu fechado com acesso restrito.

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O responsável por iniciar a construção foi Aguan Dorjiev — um monge budista e diplomata da etnia buriata, que representava os interesses do Dalai Lama, o líder espiritual do budismo tibetano, junto à corte imperial russa. A Buriácia é uma região no sul da Sibéria onde historicamente vive uma parte significativa dos budistas da Rússia, principalmente buriatos e calmucos, povos nativos que tradicionalmente seguem essa religião.

A arquitetura do templo segue os padrões da construção budista tibetana — ou seja, as tradições construtivas desenvolvidas no Tibete, uma região histórica no Himalaia, hoje parte do território da China. O edifício é decorado com símbolos budistas tradicionais, incluindo a Roda do Darma — uma roda de oito raios que, no budismo, simboliza os ensinamentos de Buda e o caminho para a libertação espiritual.

Uma das particularidades do interior do templo são os vitrais, projetados pelo artista russo Nicolas Roerich — um pintor que, mais tarde, ficou amplamente conhecido por seu interesse pela filosofia e pela cultura do Oriente, ou seja, dos países asiáticos, e que criou diversas obras sobre temas budistas e orientais.

Depois da revolução de 1917, que provocou uma mudança de governo na Rússia e encerrou a monarquia no país, o destino do templo foi dramático: na década de 1930, período de perseguições estatais severas contra qualquer religião, o edifício foi fechado, e o último abade — o principal líder religioso do mosteiro — foi reprimido, ou seja, preso e punido pelas autoridades por motivos políticos e religiosos.

Nas décadas seguintes, o prédio foi usado para fins não religiosos — em diferentes períodos, funcionou como laboratório de educação física, que estudava os efeitos do esporte no corpo humano, e como estação de rádio, responsável por transmitir sinais de interferência — ou seja, de bloqueio técnico proposital — de transmissões de rádio estrangeiras, consideradas ideologicamente hostis ao Estado soviético.

A atividade religiosa no templo só foi retomada em 1990, já nos últimos anos de existência da União Soviética, o Estado que existiu entre 1922 e 1991, quando a política estatal em relação à religião se tornou mais branda. A restauração do edifício levou ainda mais alguns anos, e só depois disso o templo foi totalmente devolvido à comunidade budista.

Hoje o Datsan Gunzechoinei continua sendo um mosteiro em atividade, onde cerimônias religiosas acontecem regularmente e monges budistas trabalham no local, além de estar aberto à visitação de turistas e de qualquer pessoa interessada na cultura budista — um exemplo raro, para a Europa, de um templo dessa religião que é autêntico e continua funcionando para seu propósito original, e não apenas uma peça de museu.

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A forma arquitetônica da torre é incomum: o edifício é construído em torno de seu próprio eixo, ou seja, cada andar é ligeiramente girado em relação ao anterior, o que faz toda a estrutura parecer, visualmente, uma espiral. Além do efeito estético, essa forma também tem um propósito prático — ela reduz a pressão do vento sobre a estrutura, o que é especialmente importante em São Petersburgo, uma cidade com ventos fortes e frequentes vindos do Golfo da Finlândia, parte do Mar Báltico.

A construção do arranha-céu foi acompanhada de longas polêmicas entre os moradores de São Petersburgo: o projeto originalmente estava previsto para ser construído no centro histórico da cidade, num local de onde seria possível avistar diversos monumentos arquitetônicos dos séculos XVIII e XIX. Contra isso se manifestaram tanto moradores comuns quanto representantes da UNESCO — a organização internacional responsável por identificar e proteger locais de Patrimônio Mundial, categoria à qual pertence o centro histórico de São Petersburgo, conforme descrito em outro cartão desta coleção. No fim, o projeto foi transferido para o bairro de Lakhta, na periferia da cidade, bem distante da construção histórica.

O complexo inclui não apenas a torre de escritórios, mas também um prédio separado, de menor altura, além de um espaço público na base — com lojas, cafés e um centro científico infantil, ou seja, um lugar onde crianças podem conhecer fenômenos científicos e tecnologias de forma interativa e lúdica.

Em um dos andares superiores da torre há um mirante — um espaço aberto ao público, com janelas panorâmicas, de onde se avista toda São Petersburgo e seus arredores até o horizonte, em dias de tempo claro. A subida até o mirante leva menos de um minuto, graças a elevadores de alta velocidade, capazes de atingir velocidades bem superiores às de elevadores comuns em prédios residenciais ou de escritórios.

A construção do edifício sobre o solo pantanoso de São Petersburgo, cuja natureza é descrita no cartão sobre a própria cidade, exigiu soluções especiais de engenharia: sob a torre foram cravadas várias milhares de estacas, ou seja, longos pilares de apoio que penetram dezenas de metros no solo, para garantir estabilidade suficiente a uma construção tão alta e pesada.

Apesar dos protestos iniciais, hoje o Lakhta Center se tornou um dos novos símbolos reconhecíveis de São Petersburgo, ao lado das atrações históricas da cidade, e atrai turistas interessados em arquitetura contemporânea — um exemplo raro, dentro do panorama predominantemente histórico da cidade, de uma solução arquitetônica ousada e assumidamente moderna, que não tenta imitar os estilos dos séculos passados.

A forma arquitetônica da torre é incomum: o edifício é construído em torno de seu próprio eixo, ou seja, cada andar é ligeiramente girado em relação ao anterior, o que faz toda a estrutura parecer, visualmente, uma espiral. Além do efeito estético, essa forma também tem um propósito prático — ela reduz a pressão do vento sobre a estrutura, o que é especialmente importante em São Petersburgo, uma cidade com ventos fortes e frequentes vindos do Golfo da Finlândia, parte do Mar Báltico.

A construção do arranha-céu foi acompanhada de longas polêmicas entre os moradores de São Petersburgo: o projeto originalmente estava previsto para ser construído no centro histórico da cidade, num local de onde seria possível avistar diversos monumentos arquitetônicos dos séculos XVIII e XIX. Contra isso se manifestaram tanto moradores comuns quanto representantes da UNESCO — a organização internacional responsável por identificar e proteger locais de Patrimônio Mundial, categoria à qual pertence o centro histórico de São Petersburgo, conforme descrito em outro cartão desta coleção. No fim, o projeto foi transferido para o bairro de Lakhta, na periferia da cidade, bem distante da construção histórica.

O complexo inclui não apenas a torre de escritórios, mas também um prédio separado, de menor altura, além de um espaço público na base — com lojas, cafés e um centro científico infantil, ou seja, um lugar onde crianças podem conhecer fenômenos científicos e tecnologias de forma interativa e lúdica.

Em um dos andares superiores da torre há um mirante — um espaço aberto ao público, com janelas panorâmicas, de onde se avista toda São Petersburgo e seus arredores até o horizonte, em dias de tempo claro. A subida até o mirante leva menos de um minuto, graças a elevadores de alta velocidade, capazes de atingir velocidades bem superiores às de elevadores comuns em prédios residenciais ou de escritórios.

A construção do edifício sobre o solo pantanoso de São Petersburgo, cuja natureza é descrita no cartão sobre a própria cidade, exigiu soluções especiais de engenharia: sob a torre foram cravadas várias milhares de estacas, ou seja, longos pilares de apoio que penetram dezenas de metros no solo, para garantir estabilidade suficiente a uma construção tão alta e pesada.

Apesar dos protestos iniciais, hoje o Lakhta Center se tornou um dos novos símbolos reconhecíveis de São Petersburgo, ao lado das atrações históricas da cidade, e atrai turistas interessados em arquitetura contemporânea — um exemplo raro, dentro do panorama predominantemente histórico da cidade, de uma solução arquitetônica ousada e assumidamente moderna, que não tenta imitar os estilos dos séculos passados.

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Visitas opcionais em São Petersburgo.

Visitas não incluídas no tour.

As visitas mencionadas nesta seção não estão incluídas no valor do tour. A organização, os ingressos e quaisquer custos relacionados são de responsabilidade individual do participante.

Interior do Restaurante Astoria, um restaurante elegante dentro do histórico Hotel Astoria em São Petersburgo, onde a tradição da culinária russa se une a uma atmosfera de requinte clássico.

Outro ambiente do Restaurante Astoria, refletindo a união entre a culinária russa tradicional e o requinte clássico do histórico Hotel Astoria.
Descrição geral do local.

O interior do próprio restaurante é decorado numa paleta contrastante de vermelho e branco, frequentemente descrita como decadente — ou seja, deliberadamente luxuosa e um pouco excessiva, remetendo à estética do início do século XX. As paredes são revestidas com madeira vermelha polida, o mesmo material usado na decoração do restaurante desde a inauguração do hotel, há mais de um século, e que se mantém ali até hoje.

Descrição geral do local.

Das janelas do restaurante se avista a Catedral de Santo Isaac — uma das maiores igrejas ortodoxas do mundo, descrita em outro cartão desta coleção —, a mesma catedral que vocês provavelmente já verão num passeio a partir do próprio hotel em um dos dias do tour.

Prato servido no Restaurante Astoria, representando a proposta culinária russa em um ambiente de requinte clássico.
Outro prato servido no Restaurante Astoria, parte da experiência gastronômica oferecida no ambiente elegante do histórico Hotel Astoria.
Descrição geral do local.

O cardápio do restaurante combina culinária europeia e russa, e pela manhã ali é servido o café da manhã para os hóspedes do hotel Astoria. Considerando a proximidade com o Grand Hotel Moika 22, um jantar aqui pode ser facilmente combinado com uma noite livre da programação: o trajeto a pé leva apenas alguns minutos.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

10:00 – 22:00

Localização.

Praça de São Isaac, 39, São Petersburgo

Custo médio.

R$ 240 – 480 por pessoa

Observação.

Reservar 7–14 dias antes

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Interior do Restaurante Percorso, um restaurante italiano em São Petersburgo localizado no hotel Four Seasons Lion Palace, que combina alta gastronomia e um ambiente sofisticado.

Outro ambiente do Restaurante Percorso, refletindo a combinação entre alta gastronomia italiana e o ambiente sofisticado do Four Seasons Lion Palace.
Descrição geral do local.

O cardápio do restaurante é composto por pratos italianos autênticos — ou seja, baseados em receitas regionais originais, e não adaptados ao paladar local —, e a adega oferece uma ampla coleção de vinhos italianos e importados, escolhidos especialmente para combinar com os pratos do menu.

Descrição geral do local.

O restaurante ocupa cinco salões separados, cada um com seu próprio caráter e decoração, e das janelas voltadas para a Praça de Santo Isaac se avista uma das melhores vistas da catedral em toda a cidade — segundo muitos hóspedes, ainda mais privilegiada do que a de outros estabelecimentos na mesma praça.

Prato servido no Restaurante Percorso, parte da experiência de alta gastronomia italiana oferecida no hotel Four Seasons Lion Palace.
Outro prato apresentado no Restaurante Percorso, representando a culinária italiana sofisticada servida no Four Seasons Lion Palace.
Descrição geral do local.

Considerando a proximidade com o Grand Hotel Moika 22, um jantar no Percorso pode ser facilmente combinado com uma noite livre da programação do tour — o trajeto a pé leva apenas alguns minutos, e depois do jantar é fácil voltar ao hotel sem precisar de transporte.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

18:00 – 23:00

Localização.

Voznesensky Prospekt, 1, São Petersburgo

Custo médio.

R$ 360 – 720 por pessoa

Observação.

Reservar 14–30 dias antes

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Interior do Restaurante “Palkin”, um dos restaurantes mais antigos e renomados de São Petersburgo e símbolo da tradição gastronômica aristocrática da cidade.

Outro ambiente do Restaurante “Palkin”, refletindo a tradição gastronômica aristocrática preservada ao longo de sua história.
Descrição geral do local.

Entre os frequentadores do restaurante estavam algumas das figuras mais conhecidas da cultura russa do século XIX: os escritores Fiódor Dostoiévski, Nikolai Gógol e Anton Tchekhov, o compositor Piotr Tchaikovsky, o poeta Aleksandr Blok. Jantar "no Palkin" era considerado item obrigatório na agenda de qualquer visitante importante que chegasse a São Petersburgo.

Descrição geral do local.

Em 1914, quando a Rússia instituiu a lei seca — uma proibição estatal da venda de álcool —, o restaurante começou a perder clientes, e em 1917, ano da revolução, fechou definitivamente. O prédio foi depois transformado em cinema, e o restaurante original deixou de existir por muitas décadas.

Prato servido no Restaurante “Palkin”, parte da tradição culinária aristocrática de São Petersburgo.
Outro prato apresentado no Restaurante “Palkin”, representando a cozinha sofisticada associada à história aristocrática do restaurante.
Descrição geral do local.

O restaurante foi reaberto já no século XXI, no mesmo local histórico, recriando cuidadosamente a atmosfera e parte dos pratos a partir de receitas antigas, e a restauração dos interiores históricos contou com a participação de especialistas do Hermitage, descrito em outro cartão desta coleção. Hoje o restaurante é especializado em culinária russa aristocrática, ou seja, pratos característicos do cardápio das camadas mais abastadas da sociedade na época pré-revolucionária.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

12:00 – 23:00

Localização.

Nevsky Prospekt, 47, São Petersburgo

Custo médio.

R$ 300 – 600 por pessoa

Observação.

Reservar 10–20 dias antes

Saiba mais
Ponta da Ilha Vassílievski vista de um dos seus ângulos panorâmicos em São Petersburgo.

Ponta da Ilha Vassílievski fotografada de outro ângulo panorâmico da área.
Descrição geral do local.

O edifício central do conjunto é a Bolsa, construída entre 1805 e 1810 num estilo que lembra um templo da Antiguidade, ou seja, a arquitetura da Grécia e da Roma antigas, com colunas características e proporções rígidas. Originalmente, o prédio era usado para as atividades da bolsa de valores de São Petersburgo — o local onde eram fechados negócios comerciais e financeiros —, e hoje foi cedido ao Hermitage, descrito em outro cartão desta coleção, para abrigar uma nova exposição do museu.

Descrição geral do local.

Dos dois lados do prédio da Bolsa ficam as duas Colunas Rostrais, com 32 metros de altura, decoradas com elementos em forma de proa de navio — os rostros, um recurso usado desde a Roma Antiga para adornar colunas triunfais em homenagem a vitórias navais. No início, as colunas funcionavam não apenas como decoração, mas também como faróis reais: nas taças no topo, colocava-se piche que era incendiado, indicando o caminho para navios que se dirigiam ao porto comercial — uma prática usada até 1885.

Vista adicional da Ponta da Ilha Vassílievski, registrada a partir de um terceiro ponto de observação.
Quarto ângulo panorâmico da Ponta da Ilha Vassílievski em São Petersburgo.
Descrição geral do local.

Na base de cada coluna há esculturas geralmente interpretadas como representações alegóricas dos quatro maiores rios russos — Volga, Dniepr, Volkhov e Nevá —, embora essa interpretação tenha surgido relativamente há pouco tempo e não seja confirmada por documentos históricos. Hoje as tochas no topo das colunas só são acesas em ocasiões especiais: nos principais feriados e celebrações de Estado, incluindo a festa de formatura "Velas Escarlate".

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

05:00 – 00:00

Localização.

Ponta da Ilha Vassílievski, São Petersburgo

Custo médio.

Entrada gratuita

Observação.

Pôr do sol para fotos

Saiba mais
Ponte do Palácio vista de um dos ângulos panorâmicos em São Petersburgo.

Vista da Ponte do Palácio
Descrição geral do local.

A abertura da ponte acontece exclusivamente na estação quente, de final de abril a novembro, duas vezes por noite, e o procedimento em si dura cerca de cinco minutos. Observar as asas erguidas da ponte com a agulha da Fortaleza de Pedro e Paulo ao fundo, descrita em outro cartão desta coleção, se tornou um dos programas noturnos mais populares da cidade — milhares de turistas vão especialmente até as margens do rio ou fazem passeios de barco só para ver esse momento.

Descrição geral do local.

Em dias de festa, as asas erguidas da ponte são usadas de um jeito incomum: são iluminadas com luzes intensas e, às vezes, transformadas numa espécie de tela de cinema gigante, onde são projetadas imagens visíveis das margens dos dois lados do rio.

Terceiro ângulo panorâmico da Ponte do Palácio em São Petersburgo.
Quarto ângulo da Ponte do Palácio registrado a partir de outra perspectiva.
Descrição geral do local.

Ao longo de mais de um século de história, a ponte foi fechada para reforma completa apenas uma vez, em 1967, e a última grande reconstrução, na qual o mecanismo de abertura foi substituído por um sistema eletro-hidráulico mais moderno, aconteceu já entre 2012 e 2013. Considerando a proximidade com o hotel, um passeio noturno até a ponte pode ser um encerramento natural de um dia de passeios da programação do tour.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

05:00 – 00:00

Localização.

Ponte do Palácio, localizada sobre o rio Neva, São Petersburgo

Custo médio.

A travessia é gratuita

Observação.

Caminhada e vistas panorâmicas

Saiba mais
Fachada do Teatro Mariinsky Acadêmico Estatal em São Petersburgo, um dos principais teatros de ópera e balé do mundo.

Sala do Teatro Mariinsky Acadêmico Estatal em São Petersburgo.
Descrição geral do local.

Foi justamente nesse palco que, em 1869, começou a chamada era de ouro do balé russo: o coreógrafo Marius Petipa assumiu a companhia de balé do teatro e criou, em parceria com o compositor Piotr Tchaikovsky, descrito em outro cartão desta coleção, produções lendárias como "A Bela Adormecida" e "O Quebra-Nozes", e mais tarde "O Lago dos Cisnes", que se tornaram clássicos do repertório mundial de balé.

Descrição geral do local.

Além do balé, o teatro teve papel fundamental na história da ópera russa: ali aconteceram as estreias de obras dos compositores Modest Mussorgsky, Aleksandr Borodin e Nikolai Rimsky-Korsakov, além de terem sido apresentadas pela primeira vez na Rússia quase todas as óperas do compositor alemão Richard Wagner.

Cena de apresentação no palco do Teatro Mariinsky Acadêmico Estatal.
Outra cena de apresentação realizada no palco do Teatro Mariinsky Acadêmico Estatal.
Descrição geral do local.

Hoje o Teatro Mariinsky não é mais um único edifício, mas um complexo inteiro com três palcos: o palco histórico na Praça Teatralnaya, o edifício moderno Mariinsky-2, construído em 2013 a poucos minutos a pé do prédio histórico, e uma sala de concertos separada. Desde 1988, o maestro Valery Gergiev segue como diretor artístico do teatro, período em que o repertório se expandiu significativamente e o complexo se consolidou como uma das maiores instituições culturais do mundo.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

18:00 – 22:00

Localização.

Praça Teatralnaya, 1, São Petersburgo.

Custo médio.

R$ 150 – 720 por pessoa

Observação.

Ingressos 30–60 dias antes

Saiba mais
Fachada da Sala Grande da Filarmônica Acadêmica de São Petersburgo Dmitri Shostakovich, uma das salas de concerto mais renomadas do mundo.

Sala da Sala Grande da Filarmônica Acadêmica de São Petersburgo Dmitri Shostakovich.
Descrição geral do local.

O nome completo da instituição inclui o do compositor Dmitri Shostakovich — um homem que compunha sinfonias, ou seja, grandes obras musicais em várias partes, escritas para orquestra. Em 1926, nessa mesma sala, foi executada pela primeira vez, com grande sucesso, sua primeira grande sinfonia, composta quando ele ainda era um compositor muito jovem — evento que marcou o início de seu reconhecimento mundial.

Descrição geral do local.

O episódio mais dramático da história da sala está ligado à Segunda Guerra Mundial — um conflito militar global de 1939 a 1945, no qual a Alemanha também esteve envolvida, atacando a União Soviética, o país do qual a Rússia fazia parte na época. O exército alemão cercou Leningrado — como São Petersburgo se chamava então — e manteve a cidade sitiada, isto é, sob um bloqueio militar sem possibilidade de entrada ou saída livre, por quase 900 dias seguidos, entre 1941 e 1944. O comando alemão havia estabelecido antecipadamente o dia 9 de agosto de 1942 como a data da conquista da cidade.

Momento de apresentação na Sala Grande da Filarmônica Acadêmica de São Petersburgo Dmitri Shostakovich.
Outro momento de apresentação realizado na Sala Grande da Filarmônica Acadêmica de São Petersburgo Dmitri Shostakovich.
Descrição geral do local.

Foi justamente nesse dia que, pela primeira vez em Leningrado, executaram na Sala Grande da Filarmônica a nova sinfonia de Shostakovich, que o próprio compositor havia começado a escrever ali mesmo, na cidade sitiada, antes de sua evacuação, ou seja, sua retirada para um local mais seguro. A música, mais tarde chamada de "sinfonia de Leningrado", foi transmitida pelo rádio e por alto-falantes nas ruas para toda a cidade e arredores — essa escolha de data se tornou uma resposta simbólica aos planos do inimigo. Hoje a sala continua recebendo concertos de música clássica e eventos em memória da história do cerco.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

18:00 – 21:00

Localização.

Rua Mikhaylovskaya, 2, São Petersburgo

Custo médio.

R$ 90 – 480 por pessoa

Observação.

Ingressos 15–30 dias antes

Saiba mais
Avenida Névski vista de um dos seus ângulos em São Petersburgo.

Avenida Névski fotografada a partir de outro ângulo da avenida.
Descrição geral do local.

Séculos depois, já após a morte do príncipe e sua canonização — o reconhecimento oficial pela Igreja como santo —, foi fundado em São Petersburgo, em sua homenagem, um mosteiro: a Alexandre Nevsky Lavra. A palavra "lavra" designa o status mais alto atribuído aos mosteiros maiores e mais importantes dentro da tradição ortodoxa.

Descrição geral do local.

Quando o czar Pedro, o Grande, começou a construir, em 1710, uma estrada ligando o centro da nova capital a esse mosteiro, as obras avançaram simultaneamente pelos dois lados: de um lado trabalhavam monges do próprio mosteiro, do outro, prisioneiros suecos capturados durante os conflitos militares daquele período. Os dois grupos de trabalhadores deveriam se encontrar em algum ponto no meio do caminho.

Outra vista da Avenida Névski em São Petersburgo.
Mais um ângulo da Avenida Névski, principal avenida de São Petersburgo.
Descrição geral do local.

Assim nasceu o nome da via — primeiro de forma não oficial, e a partir de 1781, oficialmente: Avenida Nevsky, ou seja, a avenida que leva à Alexandre Nevsky Lavra. O nome não tem relação direta alguma com o próprio rio Nevá — a ligação com ele só existe por meio da figura do príncipe e do mosteiro fundado em sua memória. Hoje a Avenida Nevsky continua sendo a principal rua comercial e de passeio da cidade: nela ou em suas imediações ficam boa parte das principais atrações de São Petersburgo, incluindo a Catedral de Kazan, a Praça do Palácio e o Museu Hermitage, descritos em outros cartões desta coleção.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

10:00 – 22:00

Localização.

Localizada no centro da cidade, conecta o Almirantado ao Mosteiro Alexander Nevsky

Custo médio.

Restaurantes R$ 60–300

Observação.

Souvenirs, moda e marcas

Saiba mais
Passeio fluvial de barco em São Petersburgo visto de um dos seus ângulos.

Passeio fluvial de barco em São Petersburgo registrado a partir de outro ângulo.
Descrição geral do local.

O roteiro padrão de um passeio fluvial costuma passar por várias vias de água ao mesmo tempo: por exemplo, pelo rio Moika, em cuja margem fica o hotel onde vocês vão se hospedar durante o tour, pelo Canal Griboiedov e pelo próprio rio Nevá, de onde se avistam panoramas da Praça do Palácio, da Fortaleza de Pedro e Paulo e de outras atrações descritas em outros cartões desta coleção.

Descrição geral do local.

Esses passeios são oferecidos tanto durante o dia quanto à noite: os roteiros noturnos são especialmente populares no verão, quando o passeio coincide com a abertura das pontes — o levantamento técnico dos vãos centrais de algumas pontes da cidade para permitir a passagem de embarcações, descrito em outro cartão desta coleção dedicado à Ponte do Palácio.

Outra vista do passeio fluvial de barco em São Petersburgo.
Mais um ângulo do passeio fluvial de barco em São Petersburgo.
Descrição geral do local.

Os barcos usados nesses passeios variam em tamanho e nível de conforto: de pequenas lanchas abertas a embarcações maiores e fechadas, com laterais envidraçadas que protegem os passageiros da chuva ou do vento frio — o que torna o passeio fluvial viável em praticamente qualquer clima e época do ano, exceto nos meses de inverno, quando os rios ficam cobertos de gelo.

Período da visita.

16 — 21 Setembro 2026

Horário de funcionamento.

11:00 – 22:00

Localização.

Embarque em píeres centrais da cidade.

Custo médio.

R$ 120 – 480 por pessoa

Observação.

Ingressos 3–7 dias antes

Saiba mais

Roteiro.

Descrição detalhada da viagem.

A descrição da programação apresenta, de forma clara e organizada, as datas do tour, sua estrutura geral, as principais experiências em cada cidade e os detalhes de transporte, hospedagem e alimentação.

Roteiro detalhado.

A programação reúne caminhadas pelo centro de Moscou, visitas a museus e catedrais, a viagem a Sergiev Posad e, na segunda etapa, o traslado em trem de alta velocidade para São Petersburgo, com percursos pelo centro histórico, principais museus e monumentos, além de dias dedicados ao Palácio de Catarina e a Peterhof.

Roteiro

Valores.

Opções de passagens aéreas.

A Emirates oferece três categorias de serviço, permitindo que cada viajante escolha o nível de conforto ideal: classe econômica, classe econômica premium e classe business.

Voos internacionais.

Voos internacionais são operados pela Emirates Airlines, conectando o Brasil à Rússia com escala nos Emirados Árabes Unidos. A viagem oferece conforto e eficiência, com bagagem incluída e horários ajustados para garantir chegada e retorno dentro do mesmo dia, sem pernoites adicionais durante as conexões.

Voo São Paulo → Dubai EK262.

Voo Emirates Airlines EK262 no dia 10 de setembro de 2026, partindo de São Paulo–Guarulhos às 01:05 com chegada em Dubai às 23:00 do mesmo dia, com duração total de 13 horas e 55 minutos.

Voo Dubai → Moscou EK129.

Voo Emirates Airlines EK129 no dia 11 de setembro de 2026, partindo de Dubai às 02:20 com chegada em Moscou, aeroporto Domodedovo DME, às 06:40, com duração total de 5 horas e 20 minutos.

Voo São Petersburgo → Dubai EK176.

Voo Emirates Airlines EK176 no dia 22 de setembro de 2026, partindo de São Petersburgo, aeroporto Pulkovo, às 23:05 com chegada em Dubai às 06:15 do dia seguinte, com duração total de 6 horas e 10 minutos.

Voo Dubai → São Paulo EK261.

Voo Emirates Airlines EK261 no dia 23 de setembro de 2026, partindo de Dubai às 09:05 com chegada ao Aeroporto Internacional de São Paulo–Guarulhos às 17:15, com duração total de 14 horas e 10 minutos.

Classe Econômica.

R$ 10.727,38 × 1

USD 2.002,61

A classe econômica oferece uma viagem prática e confortável com o serviço completo da Emirates, incluindo refeições, entretenimento e franquia de bagagem conforme a tarifa. É a opção ideal para quem busca um serviço confiável com todas as comodidades essenciais a bordo.

Classe Econômica Premium.

R$ 19.592,72 × 1

USD 3.657,61

A classe econômica premium é voltada a viajantes que buscam mais conforto no mesmo ambiente da aeronave, com maior espaço entre os assentos, embarque e atendimento aprimorados e uma área de voo mais tranquila. É ideal para quem valoriza conforto extra e mais espaço pessoal em rotas longas.

Classe Business.

R$ 36.482,39 × 1

USD 6.810,61

A classe econômica oferece uma viagem prática e confortável com o serviço completo da Emirates, incluindo refeições, entretenimento e franquia de bagagem conforme a tarifa. É a opção ideal para quem busca um serviço confiável com todas as comodidades essenciais a bordo.

Observação.

As tarifas selecionadas estão sujeitas a disponibilidade e alteração sem aviso prévio. Somente a emissão do bilhete ou do voucher garantem a tarifa.

Câmbio IATA em 08/11/2025: USD 1,00 = R$ 5,3567 Fonte: IATA ↗. O que é o câmbio IATA? O Câmbio IATA é a cotação utilizada para as emissões de bilhetes aéreos de voos internacionais por agências de viagens e companhias aéreas.

Condições da passagem aérea.

Valores sujeitos a alteração e disponibilidade de classe no momento da reserva. Os valores são garantidos somente no ato da emissão da passagem, conforme as regras de cada companhia aérea. Valores serão convertidos em reais pelo câmbio IATA do dia da emissão. Taxa de emissão RAV — remuneração do Agente de Viagem é paga via depósito bancário.

Limite de bagagem.

Limite de bagagem: como regra geral é permitido 2 malas despachadas de até 23kg e 01 mala de mão de até 8kg. Os pesos informados podem sofrer alteração de acordo com a companhia aérea

Marcação de assentos.

As companhias aéreas vendem um espaço na aeronave e não poltronas marcadas, caso tenha preferência por marcação antecipada, haverá cobrança adicional. Como alternativa, você pode esperar até o check-in abrir 24 ou 48 horas antedo seu voo e selecionar um assento da sua escolha gratuitamente que esteja disponível no momento.

Preço do pacote.

As opções de acomodação permitem que cada participante escolha o formato que melhor combina com seu estilo de viagem, seja compartilhando o quarto ou mantendo um espaço exclusivo.

Apartamento duplo.

R$ 27.990 × 1

à vista no PIX.

R$ 28.800 × 1

no cartão.

R$ 29.000 × 9

no cartão / R$ 3.222 por mês.

A acomodação em apartamento duplo é indicada para quem se interessa por uma estadia compartilhada e vê a presença de um companheiro de viagem como uma parte natural da experiência.

Apartamentos individuais.

R$ 34.500 × 1

à vista no PIX.

R$ 35.600 × 1

no cartão.

R$ 35.900 × 9

no cartão / R$ 3.990 por mês

A acomodação em apartamento individual é indicada para quem prefere viver de forma independente e opta por um formato de hospedagem totalmente individual.

Grupo mínimo.

O valor do tour foi calculado com base no mínimo de 15 participantes. Em caso de redução do número de passageiros, o valor final será obrigatoriamente revisado e ajustado.

WhatsApp.

+55 (19) 97101-7434
07:00 – 17:00.
Todos os dias.
São Paulo GMT-3.

Serviços incluídos e não incluídos no preço do pacote.

Leia atentamente as informações abaixo: a distinção entre o que está incluído e o que não está no preço do pacote é essencial para planejar sua viagem com clareza, evitar dúvidas e garantir total compreensão das condições do tour.

Itens incluídos no tour.

Aqui você vê, de forma clara e organizada, tudo o que já faz parte do pacote — para que sua experiência seja completa, transparente e sem dúvidas sobre o que está incluído na viagem.

Incluídos

Itens não incluídos no tour.

Aqui você encontra, de forma clara e organizada, tudo o que não faz parte do pacote — para que sua viagem seja planejada com tranquilidade e sem surpresas.

Não incluídos

Docs.

Documentação exigida.

Para realizar esta viagem, é fundamental que o viajante atenda aos requisitos obrigatórios de documentação, como passaporte válido, seguro viagem e o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela emitido pela ANVISA. Para a Rússia, não é necessário visto, conforme o acordo de isenção vigente entre os países.

Seguro Viagem.

Viajantes brasileiros devem ter seguro viagem obrigatório, pois a cobertura garante assistência médica, apoio em emergências e suporte financeiro em situações imprevistas durante a estadia no exterior. Além disso, muitos destinos exigem o seguro como condição de entrada, evitando custos elevados e garantindo atendimento adequado sem depender dos serviços públicos locais.

Visto de Turismo.

Viajantes brasileiros não precisam de visto para entrar na Rússia. A entrada é permitida com base no acordo bilateral de isenção de visto entre o Brasil e a Rússia, válido para viagens de turismo de até 90 dias.

A autorização de permanência é concedida diretamente no controle de passaporte mediante apresentação dos documentos necessários. Para a viagem, é necessário portar um passaporte válido e uma passagem de saída do país dentro do período permitido de permanência.

Se solicitado, o viajante pode apresentar a confirmação da hospedagem e documentos que indiquem o roteiro previsto.

O seguro viagem não é obrigatório, mas é recomendado para uma viagem mais segura.

Passaporte.

Viajantes devem portar passaporte com validade mínima de 06 meses da data de retorno da viagem. A validade deve cobrir além do período de permanência total no país. O passaporte deverá ter folhas em branco para os carimbos que serão colocados pelos oficiais de imigração, sob pena de ser impedido de embarcar na apresentação no aeroporto.

Vacina Febre Amarela.

É obrigatório apresentar o Certificado Internacional da ANVISA de Febre Amarela. A vacina deve ser aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência da data de saída da viagem. Viajantes podem obter o certificado internacional online seguindo o passo a passo no site no governo acessando o link a seguir:

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07:00 – 17:00.
Todos os dias.
São Paulo GMT-3.

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